Horrible Bosses Nuno Reis, 22 de Agosto de 201128 de Novembro de 2025 Não é nada pessoal, chefe! Dizem as más línguas que cada um tem o chefe que merece. Isso podia ser verdade nos tempos em que cada um trabalhava quando queria, mas numa época em que o desemprego afecta uma percentagem inacreditável da população e as dívidas contraídas no passado, os encargos presentes, e os sonhos de um futuro se combinam para manter as pessoas reféns do dinheiro que não têm, a única solução é ficar no lugar a ser escravizado e a desejar que o chefe não esteja de mau humor nos próximos anos. Se rir é o melhor remédio, então este é o comprimido a tomar para enfrentar a crise. Três amigos de longa data têm problemas com os patróes. Nick passou oito anos a “dar o litro” (fazer horas extraordinárias, trabalhar ao fim-de-semana…) ambicionando o lugar de vice-presidente de vendas para ver o presidente optar pelo acumular de funções. Kurt adora o chefe e o emprego e nada o fará mudar de ideias. Até que o adorado patrão more e o seu filho nojento assume o controlo tendo como único propósito enriquecer depressa. E finalmente temos Dale que é uma espécie de pervertido sexual e é constantemente assediado pela chefe incrivelmente sexy. Ninguém percebe do que ele se queixa, mas queixa-se. Este três decidem matar os chefes e para isso contratam um criminoso que agirá como consultor de assassínios. Não estamos perante mais uma comédia pateta de Verão. Aqui fala-se de cinema como deve ser e tão depressa tem referências a Hitckcock como a Danny De Vito. Não especifico títulos para não estragar a piada, mas não deve ser difícil chegar lá. É pena que na legendagem não se tenham dado ao trabalho de pesquisar e confundam um Herbie de 1968 com um de 2005, mas para quem sabe do que eles estão a falar não será grave. Quem quiser a comédia simples e que não puxa pela cabeça também a conseguirá. Temos intriga, suspense, mistério, crime, fugas a alta velocidade, drogas, chantagem e vingança. Um trio de homens vulgares a revelarem-se completamente imprestáveis no que é preciso para serem mentes criminosas. Há uma incoerência que pode ser ou falha grave da escrita ou mentira maldosa da personagem. Ficaremos sem saber e por isso assume-se como propositado. É incrível, mas esta comédia negra tem tudo o que é preciso para o sucesso. Comediantes de primeira como protagonistas. Actores de topo nos papéis secundários (tentem encontrar Ioan Gruffudd). Uma história surpreendente, muito consistente e ridícula qb. E a cereja no topo de bolo foi o sentido de oportunidade e ser lançado no pico da insatisfação pofissional. Pode não ser para todos os públicos (bastou o nome de uma personagem para nos EUA ter obtido classificação de R), mas quem o for ver sairá satisfeito e é daqueles que se arrisca a passar inúmeras vezes na TV. Uma nota para o facto de os argumentistas virem todos da TV. Especial destaque para John Francis Daley (Sweets em “Bones”) cuja carreira de guionista desconhecia. Filmes Filmes 2011 Nuno Reis
Não foi um filme que me chamou muito à atenção pelo trailer, mas agora com o teu texto deste-me mesmo imensa vontade de vê-lo ;P Sarahhttp://depoisdocinema.blogspot.com Responder
Pelo trailer também não me convenceria, mas tinha ficado rendido aos posters dias antes e decidi-me a dar-lhe uma oportunidade (e também não me sobrava muito mais por ver). Mesmo as piadas do trailer ganham novo sentido no contexto.Apesar das falhas menores este e o "Bridesmaids" foram as únicas comédias decentes do ano. Responder