Legend of the Guardians: The Owls of Ga’Hoole Nuno Reis, 19 de Janeiro de 201115 de Dezembro de 2025 O ser humano considera-se o senhor absoluto do planeta, mas há espécies que ignoram essa autoridade. As corujas, lendárias criaturas nocturnas, têm por isso um filme que lhes é inteiramente dedicado e Zack Snyder, realizador de diversos filmes sobre heróis, incluindo “Os Guardiões“, foi o escolhido para dirigir esta outra história de guardiões. Soren e Kludd são dois jovens irmãos que estão a tentar aprender a voar. Quando nesse esvoaçar caem da árvore, são levados por duas corujas maiores para um local distante. Lá Soren insurge-se em defesa de uma coruja anã e é separado do irmão. Enquanto Tyto deveria pertencer à elite, mas é colocado com o pessoal de solo. A pequena Gylfie alerta-o para o que parece ser um truque para zombificar as corujas. Alertas, escapam ao processo e vão aprender a voar para irem buscar ajuda. Soren costumava brincar aos guardiões com a irmã mais nova Eglantine e sempre desejou conhecer os heróis das histórias. Chegou o momento de os procurar. Se Kludd tiver razão e for tudo uma mentira o nosso herói vai ter problemas… Se esta adaptação fosse fiel aos livros ficaria pelos três primeiros de quinze volumes. Muda muito a história, simplificando-a, tornando-a mais acessível ao público infantil. Aliás, é o primeiro filme de Snyder que não é classificado para maiores de 18 ficando-se por maiores de 12 (em Portugal). Essa alteração sente-se no filme. Pessoas além da adolescência poderão sentir-se defraudadas com a história infantil bem disfarçada de animação para todos os públicos e com piadas básicas. No entanto as cenas de combate, as tais supostamente para maiores de 12, são merecedoras do visionamento. Ignorando a previsibilidade da história ela está bem construída. O início é muito súbito a passar para a acção, mas percebe-se que a combinação de três livros em hora e meia não permita perder tempo com detalhes desnecessários. Faz o básico – apresentação das personagens e da lenda – e passa para o que importa sem deixar a magia actuar. Isso num livro não acontece. Considerando o filme pretendido pelo público mais jovem, satisfaz bastante. O elenco original de vozes é de qualidade muito elevada (essencialmente australianos) e tecnicamente é uma das grandes animações do ano, provando que este negócio é cada vez menos de uns poucos e cada vez se confunde mais com o outro cinema. Filmes Filmes 2010 Adaptação literáriaAnimaisNuno Reis