The Twilight Saga – New Moon Nuno Reis, 14 de Dezembro de 20109 de Janeiro de 2026 Depois de um auspicioso primeiro filme que serviu de cartão de visita da saga para os desconhecedores dos livros, o resto da trilogia atingiu o estatuto de blockbuster, filme de culto ou como quiserem chamar. O que é certo é que tem dos fãs mais devotados da história do cinema, os seus actores tornaram-se ídolos de milhões do dia para a noite – especialmente à noite por causa do problema com o sol – e os filmes seguintes foram recordistas de bilheteira desde o primeiro dia. Em “Twilight“ a pálida Bella apaixona-se por um vampiro vegetariano que lhe quer sugar o pouco sangue. Parece que todos a querem beber porque depressa vampiros nómadas começam a rondar a pacata vila, mas a draculeana família Cullen defende eficazmente o seu território de caça e o mais recente membro da família. Neste segundo capítulo para melhorar as coisas, e perdoem-me mas esta informação já não é spoiler para ninguém, juntam lobisomens aos vampiros. Edward, o vampiro, quase causa a morte dela e decide sair de cena de forma trágica, deixando o caminho aberto para o licantropo Jacob que já tinha aparecido no primeiro episódio. Com um dilema emocional causado pelo amor de dois não-homens, Bella tem ainda de enfrentar a realeza vampírica em Itália e ser a fiel depositária auto-nomeada dos segredos da fantástica tribo Quileute. Este é o defeito das pseudo-trilogias. Quando o primeiro fascículo é introdutório e o terceiro tem um combate épico, o segundo raramente serve para mais do que uma transição. Não li os livros em versão original, e confesso que detesto a tradução portuguesa, mas a história é viciante e foi lendo “Lua Nova” que me maravilhei com a táctica utilizada para representar a passagem dos meses em que nada importava. No filme aguardava esse momento e a cena é aceitável, mas depois do filme terminado também parece ser o que teve de melhor… Esta película nada mais é do que um longo desfilar de novas personagens (na maioria bons actores), péssimos efeitos digitais e situações timidamente ligadas entre si. Se não fosse pelos actores nem pareceria da mesma saga. Claro que o fantasma Edward tornava a narrativa um desafio, mas também era um dos detalhes que podia ajudar a fazer um grande filme. Assim não foi grande, foi apenas demorado. Já chega de tentar fazer um filme de terror light, um romance e um filme para miúdos num só. É preciso tomar um rumo e como o quarto filme não é para gente pequena já podiam ter deixado a novela para trás. A mudança de realizador foi um fracasso e apenas a vontade de ver como tudo “acabava” me levou a ver a terceira parte. Será melhor? Filmes Filmes 2009 LobisomemNuno ReisTwilightVampiros