Eternals Nuno Reis, 12 de Novembro de 20219 de Agosto de 2025 O universo criativo da Marvel tem talvez demasiadas personagens ainda por apresentar. Mas para quê aumentar a confusão apresentando uma dúzia de uma vez? Se com os Vingadores precisaram de um (ou vários) filmes para cada personagem, a ideia de lançar muitos num só filme não parece ideal. Mas estes são dfierentes. São uma equipa. A história de um é a história de todos, há milhares de anos. Os Eternals são um conceito muito interessante. Uma série de heróis lendários enviados por uma entidade galáctica para nos proteger, que ao longo dos anos foram-se intrometendo nos assuntos dos humanos e ganhando estatuto de lendas. Os seus nomes foram ficando registados nos livros de História e passados de boca em boca nos mitos. Passando para a actualidade, os Eternals estão reformados. Os seus inimigos desapareceram e não se envolvem nos confrontos entre humanos. Vivem vidas simples, com mais ou menos mediatismo. Até que um Deviant aparece vindo do nada. Se essas criaturas estão de volta, é preciso reunir a banda. O filme tinha a difícil missão de nos apresentar vários heróis praticamente desconhecidos do grande público. Isso poderia resultar num filme excessivamente longo, ou em vários deles serem ignorados. Apesar de a narrativa estar mais centrada em Sersi (Gemma Chan), vários dos outros heróis são interpretados por nomes muito sonantes: Angelina Jolie, Salma Hayek, Kumail Nanjiani, até um dos papéis menores ficou para Kit Harington. Mas a recentemente oscarizada Chloé Zhao não se deixou influenciar e geriu os vários trunfos com mestria. Temos um bom equilíbrio entre passado e presente. Temos várias personagens com tramas secundárias que se mesclam na principal. Temos mortes chocantes e efeitos especiais qb. É tudo o que se esperaria de um filme Marvel (talvez o primeiro a fazer referências à DC) ainda que consiga manter a sua própria identidade. Evolui graças ao carisma das personagens e à humanidade que estão a desenvolver, e tem vilões de diferentes níveis para manter a narrativa interessante. Não parece longo apesar de ser dos maiores dentro do seu género. É um filme completamente competente e que se reverá com gosto em televisão, mas que, tirando um par de cenas, não deixa marca. O pior é que as cenas pós-créditos são bem impactantes e fazem esquecer tudo o que vimos antes. Se puderem, evitem-nas por uns dias. Filmes Filmes 2021 Nuno Reis