“Bridget Jones: the Edge of Reason” por Nuno Reis Nuno Reis, 24 de Novembro de 2004 Enquanto não chegam às salas os clássicos de Natal, alguns outros títulos surgem com intenções de conquistar bilheteiras. Esta semana o filme em destaque é a sequela de “The Bridget Jones’s Diary“, com o regresso de Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant, Gemma Jones e Jim Broadbent. Apenas quatro semanas após a aventura contada no primeiro filme, Bridget Jones volta a partilhar connosco as suas aventuras românticas e as suas imensas desaventuras em todas as àreas. Desta vez a nossa heroína desconfia que o seu amor, Mark Darcy, tem um caso com uma colega de trabalho (interpretada pela australiana Jacinda Barrett) e as suas suspeitas vão aumentando quando vê a intimidade existente entre eles. Algumas atitudes de Mark fazem com que ela perca a paciência e acabe com o namoro por diversas razões estúpidas, voltando sempre para ele arrependida. Quando lhe surge uma oportunidade de ter um programa televisivo dela aceita-o mas irá trabalhar com o seu antigo patrão, Daniel Cleaver. No primeiro programa Bridget sofre muitos contratempos e descobre que há coisas na vida muito piores do que as suas teimas, que o seu namorado comparado com outros é um santo, e que o patrão nunca mudará. E é claro que os dois homens voltam a lutar por causa dela. Um filme claramente cómico – muito apoiado num bom livro – e que recupera personagens apreciadas pelos espectadores, como sequela não desilude e analisando apenas como comédia é superior ao original. A banda sonora está abaixo do precedente mas esse tinha uma mboa banda sonora onde se misturavam velhos êxitos com singles recentes e qualquer comparação é injusta. O argumento tem algumas falhas, algumas absurdas e incompreensíveis, e para quem leu o livro existe uma cena com um coelho que é inadmissível não ter usado no filme. O final é muito parecido com o de “Notting Hill” e isso recorda que é um filme inglês, se não fosse por isso só o sotaque distinguiria este filme de um americano. Uncategorized