The Predator (2018) Nuno Reis, 14 de Julho de 202415 de Janeiro de 2026 Quando dizem que Shane Black vai fazer um filme no universo Predator, é para ter atenção. Apesar da curta carreira na cadeira de realizador, tem sido competente, já trabalhou o lado humano como deve ser em vários filmes e não tem medo de mostrar muito sangue. Além disso, fez parte do elenco no filme original (Hawkins) pelo que saberá respeitar o legado e os espectadores, além de homenagear a saga que lhe deu tudo. E a credulidade é uma péssima maneira de entrar para a sala. O primeiro ponto a favor é que este filme não apaga o que vimos antes como tantos reboots. Apesar do título soar a reinício, tem lugar na saga Predator. Ou seja, existiram desembarques e contactos anteriores. Tudo começa quando um pequeno grupo militar em operação na selva encontra uma nave despenhada. Daí a terem contacto com o perigoso sobrevivente é um pequeno passo. Dias depois, o governo dos EUA já fez a operação de limpeza e encobrimento, mas algo persiste. Algo que se desloca em busca das peças retiradas eliminando todos os que encontra. E enquanto o governo se acha detentor de todo o conhecimento, do melhor equipamento, e do pessoal mais qualificado. a verdade é que um só alienígena é demasiado para eles. Será preciso recorrer a métodos e pessoal inusitados. Esta modernização do Predator sabe o que ainda funciona. Nâo inventaram novas armas, só alguns detalhes que seria natural o predador mais avançado da galáxia adoptar para continuar a evoluir. A mudança de cenário também é bem-vinda – um filme inteiro na floresta seria demasiado familiar – e a capacidade humana de se erguer à altura do desafio contra as probabilidades também era obrigatória. Então o que falha aqui? Diria que o elenco. Tem imensos nome sonantes como Thomas Jane, Sterling Brown e Keegan-Michael Key. Mas são subaproveitados. E o que dizer de Yvonne Strahovski, que há poucos anos era a agente mais letal da CIA e agora é uma mãe fechada em casa? Para mim é marketing enganador e foi das maiores desilusões no filme. Deixaram o protagonismo feminino para uma Olivia Munn como “cientista que nunca disparou uma arma, mas tem de aprender depressa” e que pelos diálogos está longe de ser a cientista de topo que esperavam. Sobra Boyd Holbrook que soube segurar a rara oportunidade de protagonismo e aguentar o filme sozinho, apesar a sua parte do guião também não ser maravilhosa. É quase inacreditável como utilizando tanto material original e tendo conhecimento do que funcinoava ou não, tenham conseguido fazer algo tão fraco. Tem entretenimento – isso é inegável – mas só desligando o espírito crítico por muito tempo. Talvez dentro de umas décadas o filme seja apreciado. Quando o fulgor das estrelas maiores tiver esmorecido e puderem ser vistas como figuras menores numa das várias aventuras do Predator na Terra. É triste pois o universo tem sido reutilizado muitas vezes e este era suposto ser o emocionante tiro de partida para os vários produtos derivados. Neste momento, nem parece melhor que “AvP”… No published posts found for the requested group "Predator". Filmes Filmes 2018 AlienígenaNuno ReisOperação militarPredator