Z-O-M-B-I-E-S 3 (TV 2022) Nuno Reis, 1 de Agosto de 202523 de Outubro de 2025 Finalmente saberemos o que era aquele grande clarão no final da segunda parte. Foi inteligente como no segundo deixaram a porta bem aberta para a sequela, ainda que aqui tenham reescrito o primeiro contacto. Sim, agora são alienígenas. Addison era feliz e inocente antes de ter zombies na escola. O seu objectivo de ser cheerleader evoluiu para líder de um movimento de acolhimento aos zombies e depois aos lobisomens. Pelo meio tornou-se capitã da claque. Agora que chegam visitantes – e ainda por cima pedem para ser levados ao nosso líder… de claque – claro que ela vai dar o primeiro passo e abrir os braços para os receber. Mas quais são as verdadeiras intenções dos visitantes? Será esta a comunidade que Addison procurava? Os papéis continuam como no primeiro filme. Addison é o coração da cidade, a confiar em todos e a apelar à integração e harmonia. Como estudante-modelo já tem a entrada garantida na universidade pelo que o seu foco está em ganhar a grande prova de cheerleading que recebem. Zed é a alma da cidade entregando-se às causas como ninguém. Desta vez o seu objectivo é ser o primeiro monstro a ir para a universidade, quebrando os telhados de vidro e abrindo as portas para os seus amigos de cabelo verde ou com presas. E todos os amigos do costume estão lá, ainda que alguns só virtualmente, para o apoiar. Só que a chegada da nova equipa com cabelos azuis vem trazer equilíbrio à competição que parecia ganha e incerteza quanto ao futuro de Zed. Este filme tem umas diferenças importantes em relação ao anterior. Primeiro, o guarda-roupa de zombies e lobisomens mudou. Estão todos nos tons claros que os humanos tinham, representando a aceitação. Em segundo, há menos danças. Há ainda muitas coreografias, algumas complexas, mas muito menos danças. E estão mais próximas do estilo videoclips do que antes. Na parte musical repetiram a receita do anterior. Fazem algumas músicas para situações específicas, mas não nventam demasiado. Reutilizam os clássicos todos que podem e corre bem. Por muito tempo o foco está em Zed e Milo Manheim tem novamente um grande papel. Em especial com a música “Exceptional Zed” que é o ponto alto do filme e o meu novo hino motivacional. E finalmente me lembrei de onde conhecia a cara! Manheim tem um papel recorrente na segunda temporada da série “Doogie Kamealoha M. D.” onde também revitaliza a série num momento em que esta não tinha nada de novo. Já Meg Donnelly, é mesmo reconfortante. Isso pode parecer pouco, mas várias das temáticas desta saga podiam ser pesadas para as crianças e no final desta capítulo há um elemento que puxa à lágrima. Com Donnelly a sensação de tranquilidade é incrível. Com a sua presença sabemos que tudo ficará bem e que nenhum casmurro fica imune à sua racionalidade (ainda que expressada com emoção). É invencível e inabalável. O facto de haver menos dança e músicas menos poderosas fez descer a nota do filme. Desiludiu-me por os ver seguidos, mas decerto será mais natural para o público infantil que cresceu a vê-los. O filme é para eles e a mensagem focada no crescimento pessoal e evolução faz todo o sentido. Quando estamos no final continua a ter a mensagem de união, trabalho em equipa e aceitar os defeitos dos outros. Culminando numa bela observação sobre harmonia ser obtida através da escuta e do amor, e não ficando em silêncio. Mesmo, mesmo no fim, dizem que vampiros e sereias também encontraram um lar em Seabrook e tudo acabou bem. Será? Filmes Filmes 2022 Disney ChannelNuno Reis