Adventures in Babysitting (1987) Nuno Reis, 3 de Agosto de 202528 de Outubro de 2025 Há filmes indiscutíveis que toda a gente já viu ou pelo menos deveria ter visto. Home Alone é um desses inquestionáveis. Título incontornável nas programações de natal e fenómeno de culto que atravessa gerações, coloca a questão “O que é o pior que pode acontecer se deixarmos a criança sozinha em casa?”. Mas alguns anos antes disso, o mesmo realizador respondia à pergunta com uma opção ainda pior: “e se deixarmos a criança ao cuidado de uma babysitter?”. Filme quase esquecido, foi a rampa de lançamento de Columbus e dos primeiros protagonismos de Elisabeth Shue que nos anos 80 se tornou a namorada do protagonista em tantos clássicos da década, que por vezes até assumimos que está em filmes em que na verdade não entrou. Nesta película vai mostrar o seu potencial em vários géneros, vai cantar e vai provar que merece uma carreira. A narrativa acompanha a estudante Chris que, após o cancelamento do encontro no aniversário da relação, aceita trabalhar como babysitter para um dos seus clientes regulares nos subúrbios, os Anderson. Só que além da filha do casal, também lá está o filho adolescente deles, e um amigo, e ambos caídos por ela. E a amiga Brenda acabou de fazer uma coisa muito estúpida na cidade, portanto vai ter de se dividir entre tomar conta de uma criança, lidar com hormonas de adolescentes, localizar uma jovem adulta e muitos outros perigos da grande e assustadora cidade. Apesar de ser um filme que encaixa completamente no período em que foi feito, é daqueles que ainda podemos dizer com nostalgia “já não se fazem filmes assim” e que fez parte de muitas colecções de VHS. Tem várias falas em voga na época e algumas originais que se poderiam ter popularizado. A série de perigos em que este grupo se mete é completamente exagerada e um par de transições não são perfeitas, mas no geral a sequência de eventos faz bastante sentido e é bom entretenimento. Ainda temos o privilégio de ver um dos primeiros papéis de Vincent d’Onofrio e de Penelope Ann Miller, algumas temáticas que vamos rever no “Home Alone”, e muitos momentos de cavalheirismo. Se há algo para recordar deste filme é que, pelo menos na ficção, existem babysitters perfeitas. E que isso não implica fazerem tudo bem. Falhar faz parte. Desde que se mantenha as crianças vivas, dar-lhes experiências memoráveis e enriquecedoras, com os valores morais certos, pode ser a melhor forma de as educar. Em segundo lugar pode ficar o lembrete que ajudar uma donzela em apuros – ou um desconhecido – pode ser o início de uma grande aventura. Filmes Filmes 1980's adolescentesbabysittingIrmãosNuno Reisplano falhadoviagem em família