Dumbo Nuno Reis, 20 de Abril de 201927 de Dezembro de 2025 Sendo Tim Burton um dos grandes realizadores da nossa era, qualquer que seja o tema do filme é imperativo ver. Mesmo que seja a história de um elefante voador. Esta era uma das histórias mais difíceis de adaptar no universo animado Disney, precisamente porque era daquelas apenas com animais, e era algo datada. Os circos há muitos que mudaram e deixaram de ter animais e memso a mística mudou. Burton sabia isso e introduziu humanos relevantes para a história. Introduziu os seus actores favoritos. Portanto, estamos perante um “Dumbo” à moda de Burton. No início do século XX, estava a Grande Guerra no final e Holt Farrier voltou a casa. Voltou com menos um braço e no tempo fora a mulher morreu, os filhos cresceram, e o circo a que dedicou a vida está mudado. Por exemplo, os cavalos que faziam parte do seu número foram vendidos. Holt vai ser transferido para os elefantes onde a senhora Dumbo espera um bebé que vai mudar a vida de todos. A grande diferença para o original é que foi menos para crianças. Já na animação havia a sensação que algumas cenas pareciam desadequadas ao público alvo. A imagem real confirmou esse objectivo. Dumbo tem um rosto meigo e há magia em ver um elefante voar, mas em tudo o resto – seja na temática ou na fórmula para a transmitir – é um filme que as crianças podem ver, mas que foi pensado para adultos. No início faz confusão ver Colin Farrell sem o braço. Mas os filhos acabam por ser o fio condutor do filme pelo que ele passa despercebido. Até que chegam V. A. Vandevere (Keaton) e Colette Marchant (Eva Green). A ideia é levar Dumbo para um novo patamar e isso muda a dinâmica. Como a ideia é treinar Colette, a rainha dos ares, para interagir com Dumbo, o adulto começa a ganhar peso e importância. Quando o circo muda para o novo local, Dreamland, faz lembrar outro produto Disney, a “Tomorrowland”. Um parque temático que simboliza o futuro, mas que esconde os mesmos segredos do passado. Depois tem momentos em que faz lembrar “The Greatest Showman” pois aqueles que o mundo vê como aberrações são uma família. O filme é fiel ao original em tudo o que podia. Os animais deixam de falar pelo que o rato falante deixa de fazer sentido, mas no resto segue o que podia. Aumenta a complexidade da história um pouco mas apenas para ser mais decente. A busca de um final feliz era importante. Não é um filme para recordar e tem um CGI demasiado falso, mas vê-se bem. Filmes Filmes 2019 AnimaiscircofamíliaNuno Reis