Hot Seat (2022) Nuno Reis, 12 de Fevereiro de 202310 de Agosto de 2025 Orlando é um pai muito dedicado ao trabalho de suporte técnico e com um gosto especial pela magia. Estamos no aniversário da filha e esse dia, que devia ser de alegria, não o é por diversos factores. É que tem de trabalhar e ocorreu uma explosão na cidade o que coloca a polícia e a brigada de minas em alerta máximo. E a próxima bomba pode ser no edifício onde Orlando está. Eu devia saber que ver filmes focados no mundo dos computadores só traz desilusões. Mesmo tendo Mel Gibson e Shannen Doherty, é muito provável que o resto corra mal. Gibson é Wallace Reed, um veterano no desarmamento de bombas, que treina o jovem Jackson (Eddie Steeples). Doherty é a chefe da polícia, a liderar uma urgente caça ao homem e vários egos masculinos com gatilho fácil. O foco do filme está onde os informáticos localizam a maioria dos problemas: entre o teclado e a cadeira. A maioria da acção do filme está concentrada em Orlando (Kevin Dillon), que passa o filme sentado ao computador. É aqui que vai realizar a sua missão impossível sob as ordens de uma voz misteriosa que parece saber tudo sobre todos. A velocidade com que dizem palavras pode ser desconcertante, mas o nexo que fazem, é outro nível. Admirável como Dillon aguenta tanto tempo a dizer disparates. Não foi a escolha certa para o papel, mas dá o seu melhor. Gibson cumpre os serviços mínimos em piloto automático. Quem acaba por se sair melhor é Michael Welsh pelo pouco tempo em tela. Os restantes, é muito doloroso ver. O filme consegue entreter com histórias secundárias, mas as interpretações no geral são muito fracas e a edição consegue ser claramente má. O argumento falhou nos termos técnicos e no funcionamento da polícia, mas também nas durações das cenas, na intensidade, nos diálogos. O melhor no filme são as explosões. E não é porque dão a sensação de a história acabar ali. É mesmo porque os efeitos foram bem feitos. Podem não estar alinhados com o que as personagens dizem, mas estão bem feitos. A carreira de James Cullen Bressack não tem sido brilhante, mas aqui consegue dar um grande passo rumo ao abismo. Ele já nos tinha trazido alguns filmes de série B, mas começa a ser demasiado difícil ver. Talvez possa continuar a fazer filmes com e para os amigos, mas não para o público. Filmes Filmes 2022 Nuno Reis