12 Rounds (2009) Nuno Reis, 26 de Agosto de 202525 de Outubro de 2025 Descobri o filme quase que por acaso, pois este e a primeira sequela estão na televisão regularmente. Apanhei o início do segundo e as expectativas eram baixas, mas foi dado o benefício da dúvida. E tomei a decisão de começar pelo primeiro, como é suposto. “12 Rounds” acompanha o polícia Danny Fisher e o parceiro, que num dia normal se cruzam com uma gigantesca operação federal para apanhar um perigoso criminoso. Com muita dedicação e também sorte, Danny apanha o criminoso. Tudo parece correr bem – até é promovido – mas um ano depois tem um telefonema inesperado. O tal criminoso perigoso está em liberdade e, por ser o aniversário da captura, deseja retribuir. Danny terá de realizar doze tarefas no tempo estipulado, ou a sua namorada morrerá. A premissa e o corpanzil de John Cena faziam pensar nos doze trabalhos de Hércules. Mas estas tarefas são quase todas mais simples. Exigem um polícia dedicado e inteligente, não mera força física. Como seria de esperar, paira sempre no ar uma dupla suspeita. Conseguirá ele fazer no tempo dado? E irá ele sobreviver confiando numa pessoa que o quer morto? No entanto, a maior dúvida é porque está o FBI a ser tão prestável? Normalmente eles impedem agentes em missões solitárias e pessoais. Aqui nem o impedem, como por vezes até ajudam. Ainda assim, lá porque não segue fórmulas, não quer dizer que o argumento seja fraco. As tarefas estão bem encadeadas, as histórias secundárias não são completamente ignoradas, só há uma personagem ou outra que não contribui grandemente para a narrativa, mas no geral é competente para o género e mantém a tensão elevada. John Cena tem um bom desempenho. Cumpre nas várias facetas da personagem. Renny Harlin como realizador parecia uma desperdício, mas a verdade é que com oitro menos capaz o filme podia ter sido um barrete. Assim chegamos ao fim e só o detalhe de uma das tarefas não ter tempo limite (quando o total das tarefas precisava de estar concluído até determinada hora) é que destoa. Harlin ainda sabe o que faz e conseguiu tornar um filme difícil de correr bem, numa boa experiência para o espectador. Brian White porta-se muito bem no seu papel secundário. Aos anos que não o via e parece ter sido uma carreira desperdiçada. Ashley Scott não convence. Já Cena, continua a provar que, não é mau actor desde que se mantenha dentro do género da acção com ou sem comédia. Foi um filme que se viu bem. Filmes Filmes 2009 Nuno Reisplano inteligenteVingança