Love Hurts Nuno Reis, 10 de Fevereiro de 202514 de Janeiro de 2026 A primeira metade do título em “Love Hurts” é muito adequada para um filme de Dia dos Namorados. Já a segunda parte do nome faz com que não seja uma escolha muito óbvia… Mas quando anunciam dois no mesmo filme, não é preciso pensar. É para ir ver. É que além dos oscarizados Ke Huy Quan e Ariana DeBose nos papéis principais, também tinhamos Sean Astin. O possível reencontro tornou-se muito mais provável recentemente. Ser tão cedo foi uma bela surpresa, mas a história foi o oposto. No “novo” formato mais habitual deste ano, o passado volta para assombrar pessoas desaparecidas. Rose (DeBose) era uma criminosa que teve de desaparecer. Anos depois, ela reaparece para resolver o problema que a levou para a clandestinidade. Para isso recruta Marv (Quan) que tinha uma nova vida como agente imobiliário. Ainda que ele não se junte a ela, o contacto faz com que ambos comecem a ser perseguidos. Agora que Rose não se pode voltar a esconder e a vida pacata de Marv vai pelos ares, a única saída é seguirem em frente, com muitos cadáveres pelo caminho. A grande certeza desta primeira obra de Jonathan Eusebio é que a sua carreira anterior era a coordenar duplos. Sabíamos que ia ser um trabalho com forte componente física. E isso demora a surgir, mas não desaponta. Temos várias cenas de acção, combates corpo a corpo, tiros em excesso, mas felizmente não há explosões por todo o lado. A parte final tem tudo o que poderiamos pedir. O problema é o caminho até lá. Tentam mostrar duas fachadas de Marv. Uma é o vendedor pacifista que se preocupa com as pessoas. A outra é a impiedosa máquina de matar. Não convence muito em nenhum delas. Lio Tipton é desperdiçada, Mustafa Shakir que começa a ter uma carreira e tinha uma personagem boa, também é arrumado para canto. Cam Gigandet e Daniel Wu nem vale a pena falar. Exceptuando DeBose, nemhum dos protagonistas está muito bem e mesmo ela, só está acima da média por ter algumas cenas icónicas. O argumento tem várias tiradas boas completamente perdidas no meio de uma história banal que já vimos demasiadas vezes. Mesmo com uns bons toques de humor, os cinquenta minutos iniciais são difíceis de ver. Só quando temos combates a sério é que fica aceitável. Aí já a trama deixou de ser relevante e basta a adrenalina. Eu queria e nós merecíamos um filme melhor. Filmes Filmes 2025 Combate corpo-a-corpoNuno ReisVida secreta