The Bad Guys 2 Nuno Reis, 18 de Outubro de 202511 de Janeiro de 2026 Os mauzões estão de volta As sequelas são algo inevitável no cinema. Se um filme dá dinheiro, tem sequela. E se a história não permite desenvolvimentos futuros, fazem uma prequela com o passado. “The Bad Guys” foi um filme muito popular junto do seu público-alvo. Claro que a qualidade invulgar do filme fazia a missão da sequela difícil, e ter sido acelerada para evitar concorrentes demasiados parecidos é motivo para torcer o nariz. A história vai encontrar os nossos vilões onde os deixamos. Se acabaram o primeiro filme a entrar na prisão, agora estão acabados de sair. A sociedade parece ter perdoado, mas o mercado de trabalho não gosta muito dos currículos que eles apresentam. Parece que serem criminosos de renome é uma má referência. Até que um novo ladrão anónimo aparece. Desocupados, começam a seguir as pistas para tentar resolver o caso. Só que, como manda a tradição, a aparência faz com que todos os julguem responsáveis e terão de fugir mais uma vez. Tenho de dizer a favor de “The Bad Guys 2” que conseguirem reunir todo o elenco original é de mérito. Em animações é mais fácil conciliar agendas pois podem gravar em separado, mas ainda assim podiam ter atalhado. O filme além de ter mantido realizador (com mais um para ajudar) e vozes, (também com alguns acrescentos), também se manteve muito fiel ao estilo. Começa com uma apresentação de quem e do que já conheciamos para fazer o paralelismo entre o passado e o presente. Depois vemos o que é tentar ser bom, quando só se tem jeito para o mal. Vemos quem acredita neles e quem se deixa levar pela opinião da horda. E a grande novidade, quem os quer manipular para usar os seus talentos. Esta história é muito mais previsível do que a anterior. Também o ritmo é menos acelerado o que permite mais atenção aos detalhes e até pensar sobre o que se passa. No “The Bad Guys” original não tinhamos tempo para nada com tanta coisa a acontecer. A sequela tem muito menos orgiinalidade, mas ainda é um filme bem feito, com graça, e imensas referências a outros filmes para ir reparando com calma. Fugiu um pouco aos livros, mas nada de relevante. Todavia, o grande golpe de génio foi terem passado para um formato diferente no lançamento seguinte, com várias curtas em vez de uma longa. Para maximizar o potencial desta propriedade intelectual é o ideal. Em especial para os livros sem material suficiente para fazer uma longa, mas com demasiado conteúdo para serem ignorados. Saber parar é o mais difícil neste mundo, mas a Dreamworks também em “Madagascar” soube fazer curtas antes de arruinarem a propriedade. Filmes Filmes 2025 AnimaisNuno Reisplano falhadoVingança