Predator: Killer of Killers Nuno Reis, 19 de Dezembro de 202515 de Janeiro de 2026 Depois da viagem a outra época com o Predador a enfrentar uma comanche que queria provar o seu valor, o realizador Dan Trachtenberg – agora a meias com Joshua Wassung – arriscou fazer um filme inteiro de exploração do conceito. “Killer of Killers” é uma antologia de episódios. No primeiro capítulo – “The Shield” – vamos ver Ursula, uma poderosa guerreira em busca de vingança. Ela massacra todo um exército para vingar o pai. E é sugada pelos Predadores. No segunda capítulo – “The Sword” – vamos ao Japão feudal onde dois irmãos samurais combatem até à morte. E o vencedor é sugado. No terceiro capítulo – “The Bullet” – um mecânico torna-se aviador em plena segunda guerra mundial e, após alguns momentos de perícia, é levado. O objetivo dos predadores é encontrar o melhor matador humano. O derradeiro desafio. Vamos parar para observar um detalhe importante da linha temporal. A tecnologia dos Predadores não evoluiu quase nada entre e que estão separados trezentos anos na perspectiva dos humanos. Este filme vem mostrar que têm a tecnologia para viajar no tempo. Provavelmente os caçadores que visitaram a Terra em diferentes ocasiões viriam de épocas próximas. Esta anomalia de “pescarem” desafios para o grande torneio pode simbolizar que foram as épocas em que tiveram mais dificuldades. Ou em que viram mais potencial humano. Mas, isto a ser canone, vai mudar a forma de vermos os filmes. A não ser, foi uma oportunidade desperdiçada de corrigirem retroativamente um dos grandes problemas da saga. Honestamente, ver o primeiro capítulo sem saber bem ao que ia foi um choque. Visualmente e narrativamente foi contra tudo o que vimos até agora. Era sangue e violência causado por humanos. Isso é perturbador. A segunda parte é quase oposta. Entramos nas questões de honra. Acaba por também ser um choque. E a animação é diferente. Quando chega a terceira parte, mais um estilo visual, nova mudança narrativa. Aqui há tensão no ar, mas a luta não é entre humanos, é entre máquinas pilotadas por humanos. Não se vê o sangue. Não tanto. Subitamente, temos os três super-combatentes numa arena. Nem conseguem comunicar, mas vão ter de unir forças se querem sobreviver num mundo de monstros com tecnologia incompreensível. É aqui que começa a fazer sentido. É o que a saga tem de melhor, mas com vários toques de frescura e um visual que já não é tão estranho. A primeira hora é peculiar, mas a meia hora final é diferente. O melhor que a saga teve em muito tempo. Tem visuais. Tem inovação. Tira-nos a esperança dos humanos vencerem que é um dado adquirido há vários anos. E abre a porta para um combate maior entre espécies, finalmente saindo das sombras. No published posts found for the requested group "Predator". Filmes Filmes 2025 AlienígenaantologiaDisney ChannelNuno ReisPredator