The Housemaid Nuno Reis, 11 de Janeiro de 202614 de Janeiro de 2026 Numa era em que os hábitos de leitura foram muito alterados e as idas ao cinema são cada vez mais raras, é bom ver que estes mundos ainda unem forças para criarem movimento. “The Housemaid” é uma série de livros de algum sucesso. A adaptação não tardou. E apesar de desconhecer o livro, entre o cartaz e a escolha de Paul Feig para dirigir, estava claro que ia ser próximo do que o realizador nos tinha trazido em ““. Ainda que a sequela desse tenha passado discreta (estreou no Verão e nem se falou dela), a entrada nesta nova saga garantiu que o realizador continuava na crista da onda. A história acompanha Nina Millie Calloway, uma jovem desesperada em busca de um emprego. Quando Nina Winchester a entrevista para a posição de empregada interna numa pequena mansão, ela dá o seu melhor na conversa, mas sabe que é tudo mentira. O currículo é falso, não tem experiência, e tem cadastro. Mesmo assim, consegue o lugar de sonho. O que se segue é o oposto de um sonho. O marido simpático está muito ausente. E a criança parece ter uma educação especialmente rígida. E Nina, que a abraçava e tratava como amiga chegada, por vezes fica transtornada, tem acessos de raiva e dá o dito por não dito. Mas Millie está dependente desse emprego e vai fazer tudo para estar à altura das expectativas impossíveis. Tenho de começar por dizer que Amanda Seyfried ser usada principalmente para personagens angelicais é um desperdício. É neste registo em que usa todo um leque de facetas que está no seu melhor. A fazer lembrar o que vimos num distante ““. O papel principal entregue a Sydney Sweeney faz sentido. Com polémica ou sem ela, é a sex symbol do momento e tem feito de tudo nestes anos para diversificar os papéis que aceita. Aqui tem uma personagem relativamente fácil, mas com algumas camadas. Não chega a ter personalidades diferentes como Seyfried, mas tem momentos em que vai além do expectável. E depois temos Brandon Sklenar que tem de ser atraente, carismático, charmoso, e ter sexo com uma mulher incrível. Vida complicada, como se pode imaginar. Ele acaba por ser o terceiro elemento de um filme quase sempre centrado nas mulheres. Ao ver o filme faz imediatamente pensar na atmosfera de “Back in Action (2025)ⓘ×Back in Action2025★ 2.0/10Quinze anos depois de desaparecerem da CIA para começarem uma família, os espiões de elite Matt e Emily regressam ao mundo da espionagem quando o seu disfarce é descoberto.View full page →Our Articles20 de Janeiro de 2025Review★★☆☆☆ 2.0Back in Action“. Seja porque marcou as datas erradas, porque fez a comida errada, porque usou o vestido errado, tudo que Millie faz nesta sua nova vida entre os ricos está mal, na opinião da esposa perfeita. É um filme com enorme cuidado nos cenários, com personagens secundárias plásticas, para que tudo fique focado em três pessoas apenas. No entanto, cada um dos três tem a sua própria visão de como a história deve seguir. Millie demora a perceber que é apenas um peão no jogo dos outros. E começa em desvantagem, mas ainda pode inclinar o tabuleiro para sair vencedora. Percebo porque os leitores dos livros acham que o filme foi alterado, mas o objectivo era diferente. Há uma cena aproximadamente a meio – quando nos é dado o contexto em falta – que os leitores terão vantagem pois teve de ser tudo acelerado. E mesmo assim o filme passa das duas horas. A história levou uns retoques para funcionar de forma independente. Não foi fiel em tudo à obra literária, e sendo honesto, acabou por lhe fazer um mau serviço. Quem vir o filme vai achar que é um livro com várias cenas eróticas, quando é um thriller. Mas esse filme não agradaria a quem leu. Assim fica a meio entre o público dos livros e o dos filmes, desiludindo ambos. Filmes Filmes 2025 casamentoNuno Reisviolência