A Minecraft Movie Nuno Reis, 10 de Abril de 202511 de Janeiro de 2026 Depois de várias adaptações de videojogos para cinema, a notícia de um filme sobre “Minecraft” não surpreendeu ninguém. Sendo um dos jogos mais populares de sempre e que não tem propriamente inimigos, era uma aposta segura. Mas como fazer um filme sobre cubos de construção sem entrar no território dominado pelos filmes LEGO? Esta aposta teria de ser muito original. Tudo começa com Steve, uma pessoa normal que entra numa mina e descobre um mundo onde pode construir o que imaginar. Um mundo onde é livre para criar. Tirando uns monstrinhos que surgem à noite, é o lugar perfeito. Mas existem criaturas que não gostam dessa criatividade. Que querem destruir esse mundo. E portanto, Steve fecha a porta entre mundos. Enquanto isso, no mundo real, Natalie e Henry são irmãos órfãos que acabaram de se mudar. Natalie tenta ser adulta, com emprego e contas para pagar, mas Henry é um criativo que causa alguns problemas na vila simples onde vivem. Só encontra algum apoio na velha lenda dos videojogos Garrett que, por alguns dólares, o ajuda. Até que encontram a chave para viajar para o mundo de Minecraft. Abrirem essa porta é o primeiro passo para o defenderem, ou para o exército anti-criatividade se expandir para nosso mundo. Excepto por um detalhe, este filme consegue surpreender toda a gente. A única coisa que cumpre é Jack Black, sempre igual a ele mesmo: elemento disruptivo que reforça cada filme, mas que não os aguenta sozinho. Mas depois temos um Jason Momoa numa personagem completamente diferente. Frustrado, manipulador, convencido e nada heróico. No género de filme que se faria para mostrar aos filhos, mas feito com vontade e não como frete. Temos Danielle Brooks num papel genérico que nada acrescenta ao filme além de diversidade. E temos dois miúdos que aguentam a trama principal. A narrativa é infantil, mas divertida e sempre inesperada. Sendo que até a excentricidade de Jennifer Coolidge se encaixa no filme. Na perspectiva técnica a animação dos cubos não entrou na facilidade de apenas pixelizar tudo, e criaram realmente itens de forma cúbica, ignorando essa regra quando não fazia sentido. Dando portanto prioridade à mensagem e deixando o jogo para segundo plano. É entretenimento e funciona. Por vezes aborrece o público adulto por ser infantilizado, mas a verdade é que se esforçaram por fazer um filme que funciona agora em cinema e nos anos seguintes quando entrar na programação televisiva. E diria que a nostalgia também se aplicará quando o jogo estiver esquecido pelas crianças de hoje e o filme continuar a passar. Filmes Filmes 2025 IrmãosNuno ReisVideojogos