A Savage Art: The Life & Cartoons of Pat Oliphant Nuno Reis, 17 de Fevereiro de 202616 de Fevereiro de 2026 No mundo do cinema o único Olyphant de relevo é , mas nas artes há um gigante com esse apelido: Pat Olyphant, cartoonista australiano que documentou mais de meio século de política americana e mundial. Numa era em que a comunicação social está a definhar e procura reinventar-se, o documentarista Bill Banowsky – um ícone do cinema independente em várias frentes – aproveitou para revisitar a história do último meio século pelos olhos de um observador ímpar. Pat Olyphant gostava de desenhar. Conseguiu emprego num jormal. Conseguiu ser ilustrado num jornal. De repente era cartoonista. Quando se mudou para os EUA diziam que ia demorar a adaptar-se à politica. Como o filme diz e muito bem, precisou de cinco minutos. Foi o país que se adaptou a ele. O seu olhar estrangeiro não tinha sido criado na América bipartidária. Ele tinha isenção para dizer o que via de errado em qualquer partido e dizia-o sem medo. Em especial depois de se tornar independente e o cartoonista mais distribuído do mundo. Para perceber Olyhpant, somos levados numa breve viagem pela história dessa arte. Alguns nomes grandes e os seus temas. Algumas modas, alguns eventos e algumas técnicas. Em especial quem e como influenciou este artista. Muito do que o filme transmite está bastante alinhado com a página da Wikipedia e não traz nada de novo. Contudo, tem dois detalhes. O mais importante é que percorre uma boa parte da obra. Não os milhares de ilustrações que fez, mas um leque diverso de temáticas e presidentes. É preciso estar bem familiarizado com todos os temas dessas décadas (1955-2015) para absorver cada imagem antes de passarmos para a seguinte. Tal como Olyphant desenhava até 5 vezes por semana o tema actual que as pessoas queriam ver, temos apenas uns segundos para as ler. E quem não conhecer o pinguim Punk ou outros detalhes do género, não terá muito tempo para se adaptar. O filme visita ainda a influência da revista MAD, as críticas ao seu trabalho e à arte no seu todo (como o Charlie Hebdo) e claro, a simples censura que tentaram impor. Em várias imagens vemos as versões prévias e a que foi publicada. Pequenas mudanças que lançam a mesma mensagem com um impacto diferente. Temos ainda espaço para saber o que os colegas dizem dele e da sua arte, alguns detalhes trazidos pelos filhos, e percebemos bem o que os políticos visados sofriam a cada novo ataque. É um filme que passa a voar (referem a sua paixão pela aviação no início) e onde se conhece uma amostra da sua obra ilustrada e em escultura. Felizmente também recordam que há livros publicados para o podermos rever vezes sem conta. Filmes Filmes 2025 Crise PolíticadesertoJornalismoNuno ReisPolítica