Bride Hard Nuno Reis, 22 de Agosto de 202515 de Janeiro de 2026 Esta semana foram publicadas críticas a comédias de acção que chegaram aos cinema recentemente. Pois ontem chegou uma ligeiramente diferente. Em vez de ser um casal com crianças a meter-se em complicações, é um casal no dia de casamento. Betsy é a noiva. Na sua despedida de solteira, foram a Paris porque a sua amiga de infância Sam estava lá em trabalho. Divertiram-se de forma lusciva, mas mesmo assim Sam esteve pouco presente na celebração. É que a madrinha tem uma actividade muito secreta: ser agente secreta. Essa ausência levou a algum desconforto no casamento o que leva Sam a afastar-se um pouco do grupo e mesmo a tempo!. Um grupo criminoso invade a celebração fazendo todos reféns. Cabe à madrinha resolver a situação, sem estragar o disfarce. Temos demasiados filmes de espiões. Se este fosse outro qualquer, teria passado despercebido. Mas era um reencontro de Rebel Wilson e Anna Camp, parte do coro de . Mesmo que Wilson seja quase sempre exagerada, o facto de ser a protagonista poderia trazer alguma contenção. Já não seria apenas o escape cómico, mas a responsável máxima pela qualidade do filme. A vantagem de estar ao lado da colega de três filmes é que teriam muito entrosamento. Daria para várias cenas memoráveis. A verdade é que acabaram por não seguir por esse caminho. É um chick flick em essência. Muito focado na comédia, não só física, e que traz pouco de novo. Alguma originalidade na personagem do padrinho – interpretado por Justin Hartley de “Tracker” , uma versão low-cost de Glen Powell – e um exagerado Stephen Dorff como líder dos fura-casamentos acabam por ser ignorados para Wilson ter mais tempo a ser como é. A melhor parte acaba por ser o realismo dos combates. Enquanto nos filmes normais, os agentes secretos são todos superiores ao comum mortal e derrotam cinco homesn musculados e armados de olhos fechados, Sam tem de usar a astúcia para os enfrentar um a um e tem de suar bastante para os derrotar. O filme define bem cedo como vai ser, e mantém o registo insastifatório até cerca de uma hora. Depois começa a ser um filme mais convencional de acção como se esperaria do realizador Simon West. Ainda que ele nunca tenha feito algo incrível, cumpre os mínimos. Aqui deixou-se levar pelo caminho fácil de fazer um filme como Wilson queria. Nada de novo ou memorável, mas será certamente um regular na televisão. Filmes Filmes 2025 agente secretodespedida de solteiraMulher forteNuno Reis