Bring the Law Nuno Reis, 24 de Fevereiro de 202623 de Fevereiro de 2026 Depois de mais de cem filmes, tornou-se um rosto familiar, em especial no fantástico. Este filme marca a sua estreia como realizadora e para isso reuniu-se a vários nomes com quem trabalhou antes. “Bring the Law” é uma história que parece familiar. Desmond Mitchell é um polícia caído em desgraça numa cidade é enviado para outra na esperança que faça a diferença. Na pequena Chatsworth a polícia tem várias divisões, incluindo uma de crimes graves. Mas nem isso chega para deter o gangue local Red Flag. Eles controlam todos os negócios ilegítimos e a própria polícia. Os habitantes locais sabem, mas nada podem fazer. Mitchell vai liderar essa equipa e usar a sua experiência e instintos para fazer o que parece impossível. Ou morrer a tentar. Visualmente o filme começa logo com um visual demasiado digital, a fazer lembrar vários directo para vídeo que temos visto desde que essa tecnologia surgiu. O chefão dos Red Flag é , que depois de uns anos melhores, voltou aos filmes de baixo orçamento que lhe definiram a maioria da carreira. Num papel pequeno temos ainda , um dos tais nomes incortonáveis no terror de qualquer orçamento. Numa personagem estereotipada, mas que não desilude. Mas a estrela maior é . Com um forte início de carreira, mas que nunca conseguiu singrar na indústria, foi a escolha perfeita. Tem aquele ar de militar/polícia incorruptível e encaixou perfeitamente no papel. Além disso, é a única personagem com alguma substância, ainda que não tenha camadas. A história não foge muito ao que se esperava. No geral é um filme tão decalcado de outros que nem nos lembramos dos nomes das personagens. Excepto Jack (Peter Facinelli) pois Mitchell está sempre a falar ou gritar com ele. Tem muita gente indefesa a precisar de ajuda e só uma pessoa louca o suficiente para o fazer. Vários polícias para contarem as lendas, mas que nada fazem para mudar a situação. Tem alguma intriga, vários tiros, a ocasional morte, e demasiadas coincidências. Num filme com mais orçamento seria mau, aqui encaixa nas expectativas que se criam para histórias de um homem contra o mundo. O melhor do filme são os combates. Porque ainda que algumas mortes sejam fáceis, não faltam tiroteios e combates. Resumindo, é um filme que não traz nada de novo e não se esforça em explicar o que já sabemos. Entretém e é um veículo promocional para Fehr que talvez ainda consiga encarreirar a carreira. Mas não é um início promissor para a nova carreira de Taylor-Compton. Filmes Filmes 2026 crime urbanoNuno ReisPolícia