Descendent Nuno Reis, 9 de Janeiro de 202614 de Janeiro de 2026 Provavelmente não reconhecerão o nome do realizador Peter Cilella. Faz sentido, ainda tem um currículo pequeno. Mas e se vos disser que é um dos actores habituais a quem Justin Benson e Aaron Moorhead recorrem, tendo entrado em “” e “”? E que a dupla produz este filme? Já ficam com uma ideia do que será “Descendent”? Sean é segurança numa escola de Los Angeles. A mulher trabalha numa empresa, mas como está no final da gravidez Sean insinua que ela devia deixar de trabalhar pois ele vai conseguir sustentar a família depois da promoção. Até que uma noite algo inesperado acontece. Um rapto por alienígenas diagnosticado como uma queda do telhado. Isso vai despertar um talento em Sean, mas também causar estranhos sonhos. Em parte relacionados com o seu pai e com acontecimentos traumáticos que lhe marcaram a infância. Com uma criança a caminho, muitos pensam que ele seguirá as pisadas do progenitor. Mas Sean quer resolver os problemas imediatamente. A narrativa centra-se em Sean interpretado por Ross Marquand, principalmente um actor de voz que teve como ponto alto da carreira uma longa participação em “The Walking Dead”. Apesar do complexo papel triplo – normal, modo de pânico e louco – aguenta o filme como um profissional. Ao seu lado Sarah Bolger (que para mim será sempre a criança de “”) tem um papel pequeno e que normalmente seria relegado para segundo plano. Mas como nome maior do elenco, a actriz dá o máximo em cada cena. Seja como grávida que aprecia os mimos extra, como profissional dedicasda, ou como rocha familiar quando isso é pedido. E a relação parece orgânica por cada um deles ser várias coisas e se adaptarem um ao outro. Algo tão simples e que tantos argumentistas ignoram. Em termos de história, ficamos sempre perdidos entre as opções do distúrbio mental terrestre, a intervenção alienígena, e as possíveis surpresas da vida, em especial durante a gravidez. Um ou vários destes cenários podem ser possíveis. O foco é claramente na saúde mental, e como a chegada de um bebé altera as prioridades de um casal e a sua visão do mundo, mas sempre com a sugestão que os alienígenas estão entre nós. E que Sean não está bem. A sensação é que estamos a ver um “” protagonizado por um homem que não está na posse de todas as suas capacidades. Aliás, que se está a auto-sabotar em vez de se tentar curar ou de esclarecer o que se passa. Seria uma sugestão arrojada de visionamento para futuros pais, mas é adequada para quem tiver problemas familiares e traumas infantis por resolver. O twist final não é muito inovador, mas acaba por ser o melhor final possível para as várias pontas soltas. Muito próximo do tal universo de onde conhecemos Cilella, mas com uma visão própria. O forte travo a extraterrestre obriga a que se tolere FC e a importância dos desenhos fez lembrar a série ”Heroes”, mas é um drama que todos podem ver . Filmes Filmes 2025 AlienígenaGravidezLoucuraNuno Reis