Dooba Dooba Nuno Reis, 19 de Janeiro de 202619 de Janeiro de 2026 Uma grande ideia, má execução “Dooba Dooba” tem estado em festivais há um pouco mais de um ano. Agora que chega ao público alargado, é um dos nomes fortes do ano que começa. A história tem uma premissa simples. Amna vai ser babysiter de Monroe dirante a noite enquanto os pais desta estão fora. Monroe já não tem idade para precisar de babysitter, mas devido a um trauma na infância tem algumas dificuldades. Como ataques de pânico ao ouvir passos não identificados nas escadas. E a câmara está cheia de câmaras de vigilância. Portanto obviamente não quer ficar sozinha durante a noite. E Amna estranha, mas não se importa com um trabalho fácil. Vamos ver o filme através dessas várias câmaras. Sempre as mesmas localizações, um enquadramento que esconde muito, mas o essencial para a história. Não sou um grande fã dos found footage porque quem os faz assume que quem assiste está completamente distraído. São cometidos demasiados erros imperdoáveis. No entanto aqui foi quase o oposto. A parte extraída das câmaras foi a melhor. O conteúdo adicionado em torno disso é que estragou tudo. É que os vários vídeos são credíveis. Pessoas a terem conversas normais e algo estranhas com desconhecidos. Uma adolescente traumatizada finalmente a falar com alguém de idade próxima que lhe pode falar do mundo exterior. A construção do mistério é feita de forma eficaz, sem pressas ou sustos metidos à pressão. Tem uma grande capacidade de entreter enquanto pode e o terror, apesar de pouco, é eficaz. Mas a envolvente tem vários problemas. É tudo apresentado como um trabalho final das PAP (Prova de Aptidão Profissional). Em que um adulto a usar pela primeira vez o Powerpoint tenta mostrar um vídeo com conteúdo importante e vamos vendo excertos de outras coisas que lá náo deviam estar. Neste caso, até alguns conteúdos nazis. Percebe-se a necessidade de alongar o vídeo. Mesmo assim só tem 76 minutos. Mas se retirassem esses 3 minutos não relacionados, ficaria muito melhor. Amna Vegha, a protagonista, está muito bem. Betsy Singh (a criança especial de , do mesmo realizador) como a “criança“ está bem credível. Os pais são estranhos que chegue para a situação. E a casa ser tão no meio do nada está mal explicado, mas não faz mal. Até a narrativa foge ao que se esperava e a várias regras do género. Contudo, o golpe de génio foi mesmo o “Dooba Dooba”. É divertido e viciante. Pior do que isso, quando explicado faz sentido. Acabamos a usá-lo por reflexo e certamente algumas pessoas vão começar a fazer algo parecido em casa. Portanto, espero uma nova versão. Um director’s Cut. Porque este filme merecia. Filmes Filmes 2026 adolescentesbabysittingcasa isoladaNuno ReisVigilância