Elio Nuno Reis, 20 de Dezembro de 202514 de Janeiro de 2026 A Pixar tem como regra lançar aproximadamente duas longas originais por cada sequela ou prequela. Mas isso não impede de ir buscar ideias às curtas. Em 2007 já tinham brincado com o tema dos extra-terrestres levarem pessoas. Foi uma curta na qual ninguém reparou. Este ano voltou em forte ao tema, e como não sairam sequelas, foi o único filme do ano. Esperava-se algo grande. Elio é um rapaz que perdeu os pais. Vive com a tia que teve a vida virada do avesso. Como a tia trabalha na exploração espacial, o pequeno acabou por descobrir a história da sonda Voyager e como a humanidade se uniu e enviou uma mensagem de paz para o universo. Elio fica fascinado e acredita que a resposta à sua solidão está no espaço. Algures, existe um planeta melhor para viver. Para os adultos De forma sumária, é a mesma temática que vimos em “Warrior (2012)ⓘ×Warrior2012★ 3.5/10O filho mais novo de um ex-pugilista alcoólico regressa a casa, onde é treinado pelo seu pai para competir num torneio de artes marciais mistas – um caminho que coloca o lutador em rota de colisão com o seu irmão mais velho e afastado.View full page →Our Articles9 de Fevereiro de 2012Review★★★★☆ 3.5Warrior“. É uma comparação que faço quase anualmente por ser um filme fundamental. No filme dos anos 90 uma rapariga chamada Ellie perde o pai jovem e dedica a vida a comunicar com o espaço, ansiando por uma resposta. Acaba por conseguir chegar lá, com uma ajudinha vinda do destino. Aqui Elio (semelhança suficiente?) está desesperado. Ele quer ser levado hoje. E acaba por criar ligações com uma criatura inesperada, à semelhança de um rapaz chamado Elliot (outra coincidència?) nos anos 80. A sociedade espacial que Elio encontra não é de comunidades a viverem em conjunto, mas de representantes solitários que trabalham em conjunto unindo os seus povos. Ele pensa que encontrou um lugar com tudo, mas está a viver numa mentira que vai crescendo. Até que apenas outra criança o pode ajudar a descobrir quem é e o que procura no infinito. É um filme feito para adultos que vai buscar momentos e sensações da nossa infância e lhes dá forma. Desenterra coisas esquecidas para nos fazer sentir pequenos novamente. Não na imensidão do espaço – essa atravessa-se bem – é mesmo na nossa condição de indivíduos. Voltamos a ser crianças e não nos melhores sentidos como Toy Story e Inside Out fizeram. É de mestre. E isso ao som de imensas vozes de Star Trek, além de dezenas de referências a esse universo televisivo. Para as crianças Em simultâneo com a temática que foi buscar, também construiu uma narrativa infantil para vermos. Tem cenas que fazem lembrar “G.I. Joe: Retaliation (2013)ⓘ×G.I. Joe: Retaliation2013★ 2.0/10Acusada de crimes contra o país, a equipa G.I. Joe é dissolvida por ordem presidencial. Isto força os G.I. Joes não só a combater o seu inimigo mortal Cobra; eles são forçados a lutar contra ameaças dentro do próprio governo que põem em risco a sua existência.View full page →Our Articles6 de Abril de 2013Review★★☆☆☆ 2.0G. I. Joe: Retaliation.” e a série “Buzz Lightyear of Star Command” que são para um público bem jovem. E tem mensagens sobre assumir responsabilidades de crescidos que funcionam como em vários outros filmes espaciais concorrentes. Mas aqui a narrativa é principalmente sobre encontrar o nosso lugar quando somos diferentes. Sobre perda e solidão. Sobre fazer birras e achar que não somos amados. Entre momentos de diversão e lazer, passa uns raspanetes despropositados. Afugenta as crianças que deviam ser o público-alvo. Enquanto filmes anteriores faziam as crianças sonhar com ser astronautas, aqui vemos uma adulta que desistiu desse sonho. Vemos uma criança com todo o universo ao seu alcance que prefere brincar. Ouvimos diversas vezes que ainda não é o momento. E repetem eles a palavras de Sagan que nunca estivemos tão perto de concretizar os nossos sonhos de exploração! Será esse o grande feito do filme. Depois de séculos a sonhar com o além do mar e o além das estrelas, quando precisavamos de vsionários, agora que essas viagens se aproximam é preciso começar a reduzir o número de sonhadores. Queremos que eles se contentem como na sua redoma. “Elio” passa as duas mensagens – ficar ou procurar – mas inconscientemente ganha o ficar. Filmes Filmes 2025 AlienígenaCriança desaparecidaCrise PolíticaNuno Reis