Proof Nuno Reis, 24 de Novembro de 200515 de Janeiro de 2026 Robert é um génio matemático enlouquecido que na sua juventude revolucionou o mundo. A sua filha, Katherine, e um seu aluno, Harold, vão tentar perceber pelos apontamentos que ele fez durante anos se realmente existe alguma outra grande descoberta como ele se gabava de ter feito. O filme está recheado de subtilezas matemáticas adoráveis. As prateleiras assemelham-se às de um estudante das faculdades de ciências, economia ou engenharia, os cadernos preenchidos recordarão aos espectadores operações que possivelmente fizeram ou fazem. Gwyneth Paltrow interpreta a filha Robert, dedicou-lhe anos de vida e enquanto lhe tenta seguir as pisadas na matemática teme estar a seguir as pisadas na loucura. Tem uma interpretação sempre de qualidade e ocasionalmente poderosa. Anthony Hopkins está genial na sua interpretação de um génio e acaba por ser a estrela de um espectáculo construído em torno de Paltrow e da demonstração. Jake Gyllenhaal finalmente tem uma personagem adulta, enérgica e louca o suficiente para justificar algumas atitudes. Com vários momentos de qualidade – em que se destaca o diálogo de Katie com o pai tentando perceber se está louca – é um filme que se mantém por noventa minutos dramático e enigmático. Tem momentos cómicos quando as personagens se aproximam da loucura e só peca por tentar atingir um público menos matemático. Fazem bem em explicar os números de Germain e a razão de interesse do número 1729, são questões fáceis de perceber e que aproximam a matemática do grande público. Exagera por explicar piadas como a razão da música i ser um grande silêncio, algo deveria ter ficado como private joke para os cientistas. Filmes Filmes 2005 famíliamaternidadeNuno Reis