Stealth (2005) Nuno Reis, 24 de Agosto de 202525 de Outubro de 2025 A ficção-científica não é nem fantasia, nem pura adivinhação. É a capacidade de antecipar os desafios do futuro e como a humanidade reagirá aos mesmos. Estando a Inteligência Artifical na ordem do dia, que tal revisitarmos um filme com vinte anos que nos alertou para alguns riscos da tecnologia? “Stealth” chegou aos cinemas como um blockbuster discreto. Tinha actores reconhecíveis, prometia cenas de acção espectaculares, e claro, chegava no cruzamento de vários temas com sucesso. No pós-9/11 tudo sobre o poderio militar americano era bem-vindo. Em especial na capacidade de defender o espaço aéreo com aviões de geração superior. Mas vejamos o que no tinha chegado mesmo ano anterior. “I, Robot” tinha-se portado muito bem dentro do tema da I.A. No tema próximos da aviação, tinhamos “The Aviator” e “The Terminal”. No elenco tinha Jamie Foxx acabado de fazer o pleno nos prémios todos. Jessica Biel lançada para a fama na saga Blade. E a carta fora do baralho, um inesperado Josh Lucas como galã e protagonista. Mesmo entre os secundários, Richard Roxburgh estava no pico da fama e Joe Morton estava a começar a ter papéis interessantes. O casting não costuma ser falado nas críticas, mas a então directora de casting Sarah Finn tem feito uma carreira ímpar, estando a preencher papéis-chave no MCU, no Monsterverse, em “Everything Everywhere All At Once”, entre muitos outros. Isto não foi sorte. A história é sobre o esquadrão secreto que pilota os aviões stealth da Força Aérea. Após um treino intenso, são transferidos para um navio para começarem com missões. Só que aos três colegas de treino junta-se um quarto avião. Sem piloto. Vão fazer parte de um programa ainda mais secreto, onde testam um avião autónomo. Só que o avião acaba por tomar as suas próprias decisões e isso pode levar a iniciar uma guerra. O filme acabou por ser uma surpresa. Interpretações de bom nível, uma história convincente que se estende por duas horas sem entrar no óbvio ou momentos aborrecidos. Lucas e Biel terão aqui dos melhores papéis das suas carreiras. No geral é um filme competente e que envelheceu muito bem. E o que dizer quanto à I.A.? Toca nos temas que estão a ser falados em 2025. A tecnologia entra de repente na rotina e as chefias dizem para a treinarem que brevemente lhes vai roubar o lugar. Os trabahadores estão desconfiados. A máquina demonstra capacidades superiores aos colegas humanos. Até há uma piada sobre roubar a música da internet sem consideração pelos autores. E depois fica fora de controlo. Mas claro, tamb]em temos o fundamental elemento que aprendemos em “War Games”: se não podemos derrotar a máquina, temos de a ensinar em tempo recorde antes que faça algo irremediável. Filmes Filmes 2005 Inteligência ArtificialNuno ReisOperação militarTecnologia