Bride Wars (2009) Nuno Reis, 10 de Agosto de 202525 de Outubro de 2025 O visionamento de “Something Borrowed” levou-me a ir espreitar “Bride Wars” onde Kate Hudson tem outro género de problemas com a melhor amiga em vésperas do casamento. Uma ideia que nessa altura era muito comum pois apenas um ano antes tinhamos tido “27 Dresses”. Nesta história Hudson é Liv e ao seu lado está Emma (Anne Hathaway). Duas melhores amigas com um sonho em comum: casar em Junho no Plaza. Ambas são pedidas em casamento com diferença de dias e, sendo a dama de honor respectiva da amiga, fazem todo o planeamento juntas. Incluindo contratar a mesma organizadora de casamentos. Todas harmonia e cumplicidade., Mas quando os dados são trocados e acabam com o casamento no mesmo dia, acontece o oposto: vão ambas acabar a sabotar uma pessoa que conhecem como ninguém. A destruir o dia mais mágico da pessoa mais importante da sua vida. Tem tudo para dar mal. Com ambas as actrizes no topo da fama e a poderem escolher o filme que quisessem, foi um pouco estranho que optassem por isto, que tinha sido pensado como um filme de adolecentes. Mas por outro lado, foi a primeira experiência de Hudson como produtora. Tinha um controlo invulgar sobre a obra. A divisão com a outra menina bonita de Hollywood assegurou uma divisão justa do tempo, do protagonismo, das partidas, e que ambas se iriam divertir muito. E é isso que temos. Um filme sem pretensões de ser uma obra de arte, mas que quer e consegue proporcionar entretenimento. O terceiro nome no elenco (ainda que pouco apareça) é Candice Bergen como a organizador/narradora.É uma participação ridícula onde escusavam de ter ido por um nome de tamanho prestígio. No departamento masculino os noivos ignorados são Chris Pratt e Steve Howey, a quem se junta Bryan Greenberg como irmão de Liv. O comentário seria o mesmo. Apesar de Pratt e Greenberg terem ambos um bom momento, no geral não se passa nada com estas personagens. O filme centra-se nas duas amigas e apenas nelas. Tudo o resto foi acessório. Algumas das lições que aprendemos é que, por muito especial que um dia seja, mais importante é quem estará connosco nesse dia. O caminho escolhido para chegar lá foi original – elogio que não é fácil usar neste género – e mesmo que o filme não seja memorável, vários dos seus momento são. E no seu todo, pode ser visionado em várias tardes de preguiça. Filmes Filmes 2009 casamentodespedida de solteiraNuno Reis