Watchmen Nuno Reis, 26 de Dezembro de 200915 de Dezembro de 2025 Foi um dos filmes mais publicitados no ano que agora termina. Inspirada numa BD de culto, com um elenco de semi-estrelas e realizada por Zack Snyder logo após o tremendo êxito de “300“, quase podia dispensar a campanha de marketing. É que uma legião de fãs aguardava há vinte anos a adaptação da novela gráfica para cinema. Quando finalmente isso aconteceu houve alguma confusão pelos direitos, muitos milhões a mudar de mãos, mas o filme conseguiu sair para as salas. A maior prova disso foi metade da facturação das bilheteiras ter sido feita na primeira semana, depois acabaram-se os espectadores. Estamos nos anos 80. Neste universo relativo os super-heróis existem. Alguns lutam apenas com o seu patriotismo , outros têm poderes divinos. Recorrendo a esses super-heróis os EUA venceram no Vietnam e Nixon foi eleito para um quinto mandato consecutivo. Quando deixaram de precisar deles ilegalizaram o uso de máscaras, apenas dois mantiveram o direito de serem super-heróis ao serviço do governo. Quando um deles aparece morto é lançado o alerta entre eles. Suicídio ou Assassinato? Caso isolado ou perseguição a todos? O perigo será para os heróis, para o país ou para o mundo? E como em qualquer filme que se preze, além do problema com os vilões também há problemas pessoais – namoros, impérios financeiros, sociopatas, etc – e assuntos pendentes entre todos. Tinha tudo para ser perfeito. A história, os actores e todos os efeitos que o dinheiro podia comprar. Só que neste caso o todo não vale tanto como a soma das partes. Os efeitos especiais dos mais variados géneros trazem todo o esplendor para o ecrã. Cenários bélicos, urbanos, marcianos, construções do dia a dia ou palácios vindos de uma mente muito fantasiosa, tudo é criado sem problemas e parece parte integrante do cenário. Os actores foram muito bem escolhidos. Jackie Earle Haley está perfeito, Malin Akerman deixa-nos sem fala e Billy Crudup está irreconhecível no seu difícil papel. Pelo outro lado Patrick Wilson tem um desempenho irregular, os momentos bons são melhores do que os maus, mas já nos acostumou a melhor do que isto. O filme cria uma sociedade imperfeita, doente, onde apenas um ex-homem impede a Terceira Guerra Mundial de acontecer. É um magnífico retrato dos anos 80, visualmente e pela banda sonora. Contudo nem tudo isso chega para formar o filme. Ao assistir ficamos mais presos pela história do que pelo filme em si cuja constante energia e impacto visual cansa. Se isso se passa na versão de duas horas e meia, então na de três horas e meia… O tempo fará bem ao filme que teve desde logo o estatuto de clássico. Voltarei a ver quando tiver disposição, mas como não foi até agora, seguramente só será daqui a uns anos. Filmes Filmes 2009 Adaptação literáriaNuno Reissuper-heróisWatchmen
Eu achei este Watchmen realmente muito bom, a par de V for Vendetta e The Dark Knight faz-se o top de adpatações de BD/graphic novels, claro que esta é a minha opinião… Abraçohttp://nekascw.blogspot.com/ Responder
O problema do filme é estar à frente do seu tempo. Quando todos os filmes ultrapassarem os limites visuais e "Watchmen" for visto como um predecessor, aí sim, terá conquistado o seu ligar na história. Responder
Watchmen Ricardo Clara, 10 de Novembro de 2008 A adaptação da novela gráfica “Watchmen” está a criar grande expectativa – um facto inegável. Da imaginação dos seus criadores – Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins – saiu uma série limitada de doze volumes, com a chancela DC Comics, que resgatou Zack Snyder (“300“, 2006) para uma adptação cinematográfica a estrear em 2009. Mas se estes ingredientes não forem suficientes, a verdade é que os posters ajudam (e de que maneira) a aguçar o apetite para o que aí vem. O que aqui deixamos é o mais recente, e vale a pena desfrutar durante um pouco da sua intensidade. Notícias Posters
Ando a evitar ultimamente ver trailers, mas hoje sucumbi à curiosidade e finalmente vi o último deste filme. E tenho de admitir, fiquei com vontade de o ir ver e bastante curiosa em relação à trama, já que eu sou uma leiga no que diz respeito a BD. Talvez ainda me aventure na leitura dos livros. 🙂 Responder