Piranha 3D Ricardo Clara, 29 de Outubro de 20103 de Setembro de 2025 No remake deste mês chega-nos o regresso ao clássico homónimo de culto dos anos 80, que catapultou Joe Dante (“Gremlins” – 1984; “The ‘burbs“ – 1989) como uma figura importante no cinema daquela década. “Piranha 3D” introduz a adiada promessa Alexandre Aja (“Haute Tension” – 2003; “Mirrors“ – 2010) no softcore exploitation tão característico de décadas passadas, procurando sobretudo sujar a limpeza digital dos dias de hoje numa amálgama de grindhouse / filme série B, que do lado de cá só poderia agradar. Obviamente que a história é do mais linear e recorrente que podemos observar: um pequeno terramoto dá lugar à invasão de piranhas pré-históricas que se divertem a devorar sem apelo nem agravo todos os corpos semi-nus que povoam uma pequena povoação a braços com uma invasão de adolescentes embriagados de hormonas e tequilha, numa comunhão mágica entre um genocídio adolescente e uma mãe xerife à procura dos filhos menores que desobedecem às ordens parentais (não, não estou a relatar o “Dante’s Peak“). A partir daí, é um festim de seios descobertos, pernas decepadas, corpos desfeitos, tripas rasgadas, cabeças esmagadas, e um massacre aquático de fazer crescer água na boca a qualquer cinéfilo que, como eu, integra a categoria dos atentos seguidores da matéria. “Piranha 3D” não se leva a sério. Nem eu o levo a sério. Surge com o intuito de mostrar o caos sanguinário piscícola, numa fundação alicerçada em Richard Dreyfuss, Ving Rhames, Elisabeth Shue, Christopher Lloyd, Eli Roth e Kelly Brook, e que nos faz reportar às saudosas produções de Roger Corman e de Samuel Z. Arkoff. Se é um grande filme? Não. Mas se tem nudez frontal num corpo que acaba de perder as pernas, então ganharam um fã. Filmes Filmes 2010 Ricardo Clara