Touchback (2011) Nuno Reis, 16 de Agosto de 202525 de Outubro de 2025 Treinador Hand: Do you know what the future is Scott? The future is just a bunch of what you do right now strung together. And what you are doing now is giving up. And trust me there is no future in that. Scott, I hope you don’t give up this easy in life, because it gets a hell of a lot harder than football. Há diferentes filmes que se focam em viagens no tempo, mas não são muitos os que colocam o cenário bem mais simples do “e se…”. Este filme acompanha Scott Murphy, um promissor jogador de secundário cuja vida de sonho é destruída por um acidente na jogada em que ganha a final estatal. A sua vida real torna-se muito diferente da planeada. O dinheiro que teria a rodos, vai faltar. E quando chega ao fundo do poço, é transportado de volta para a semana antes do grande jogo. Com uma nova oportunidade de decidir se é mais importante aquele resultado ou o seu futuro, vai rever todas as decisões que levaram a esse momento e usar a sabedoria da idade para corrigir algumas coisas. É um filme simples, que se apoia no talento dos actores para passar a mensagem. Brian Presley não tem tido muitas oportunidades no cinema, mas aguenta o filme como protagonista, tanto na versão jovem atleta sonhador como no adulto derrotado pela vida. Kurt Russell no papel de treinador/mentor e com uma aura de profeta está em modo automático. Depois há uma discreta Christine Lahti com um bom monólogo e pouco mais de relevante. Contudo, o grande destaque vai para uma fenomenal Melanie Lynskey. Esta actriz também não tem tido grandes oportunidades, e aqui o papel era pequeno, mas dá o seu melhor. Seja com um sorriso ou um olhar, percebemos porque Scott tem dúvidas sobre a vida a escolher. Está perante um dilema e enquanto todos á sua volta vivem uma ilusão de adolescentes, ele sabe a realidade. A sua perspectiva adulta – ainda que toldada pelo momento – ajuda a decidir o que é importante. Com o ocasional toque de humor, é um filme que balança extremamente bem os temas e as situações maioritariamente dramáticas. Por muito simples que seja, passa bem a mensagem citada no início deste texto: para o bem ou para o mal, o nosso futuro é definido por aquilo que fazemos no dia a dia. Mesmo sem saber o futuro, às vezes estamos em encruzilhadas que definem tudo o que vier a seguir. E nesses momentos, ver um filme pode ajudar. Se fizer pensar, missão cumprida. Filmes Filmes 2011 adolescentesNuno ReisViagem no tempo