Man of Steel Nuno Reis, 22 de Agosto de 201615 de Novembro de 2025 Enquanto o grande rival da DC construía o seu Universo Cinematográfico de forma estruturada e descontraída, sem a pressão da concorrência, a Warner ia apostando em dois trunfos alternados. Por um lado a trilogia de Nolan reafimava Batman como o super-herói preferido de uma grande fatia da população. Por outro as animações, fossem próprias ou em parceria com a Lego, iam criando novos públicos. Quando não havia mais nenhuma opção e o mercado televisivo estava já a ser construído, a Warner lançou o seu trunfo maior: a carta do Super-Homem. Desafiou a tradição de fracasso e as maldições associadas ao herói, acreditando que desta vez podia funcionar. A história base não ia repetir tudo o que já víramos sobre as suas origens. Nem ia assumir que já sabíamos tudo sobre a personagem como no último reboot falhado. O equilíbrio foi no meio-termo, uma história que falasse da origem deste herói focando-se mais em Krypton e na sociedade do que no indivíduo. A sua infância foi dividida em vários flashbacks de forma a fazer um paralelismo entre como foi educado e o herói em que se tornou. O resto, foi uma enorme batalha entre um ser alienígena que vive à margem da sociedade e a ajuda nas pequenas coisas, e uma espécie invasora que quer destruir o planeta. O único detalhe é que são todos kryptonianos e portanto partilham os mesmos poderes extraordinários Há dois detalhes importantes nesta nova perspectiva. Uma é que Clark Kent não tem um lugar na sociedade. Anda à deriva em busca de um passado e de um propósito até que uma curiosa e imparável Lois Lane segue as pistas e o obriga a aparecer. A outra é que Terra e Krypton não são iguais e as ligeiras diferenças na atmosfera causam dificuldades mesmo nos super-organismos. Estas duas pequenas diferenças dão um pouco mais de realismo à narrativa do que as versões clássicas. Isso é compensado com o pretexto arranjado para ter mais Jor-El ao longo do filme. E para a tecnologia kryptoniana não ter evoluído em 20000 anos. É triste que as mega-produções falhem em pontos básicos sempre que tentam fazer FC contemporânea. Voltando ao facto de Kal-El estar sem rumo, isso faz parte do macro-cenário mais negro que a Warner aplicou ao filme, numa tentativa de se aproximar ao universo Nolan e se distanciar da Marvel. Só que isso obrigou a abandonar a esperança sempre associada à personagem. A destruição é imensa e à escala planetária. Demasiado para um primeiro filme, mas fundamental para explicar o porquê da pouca aceitação que o herói tem na fase inicial. “Man of Steel” foi feito a pensar nos fãs de adaptações Warner aceites pelo público e pela crítica como Batman e Harry Potter. Não vai cair bem aos fãs mais convencionais do Homem de Aço, ainda que se tenha modernizado como poucos heróis ousaram. A cena final poderia ser a ponte perfeita para o rumo tradicional da história. Todavia, a necessidade de trazer a Liga da Justiça a cena vai fazer com que siga um rumo completamente diferente. É demasiado brutal e optimista de menos, mas não deixa de ser um filme imponente que introduz um herói fundamental num universo que demorava a aparecer. No published posts found for the requested group "DCComics". Filmes Filmes 2013 AlienígenaDC ComicsNuno Reissuper-heróis