Adventures in Babysitting (TV 2016) Nuno Reis, 3 de Agosto de 202528 de Outubro de 2025 Algumas coisas estão garantidas na vida. A morte, os impostos, e a Disney a fazer remakes que ninguém pediu. No caso de “Adventures in Babysitting” acabou por não ser um má decisão. O original dos anos 80 teve algum sucesso, mas acabou por ficar esquecido. Com a mudança nos hábitos parentais, fiquei curioso com o que seria o babysitting na década passada. E a verdade é que a Disney tem tal carteira de talentos disponíveis para fazer tele-filmes, não surpreende ninguém que tenham dado o protagonismo a uma tal Sabrina Carpenter (então com uma pequena carreira dupla como actriz e cantora), apoiada por Sofia Carson que pouco depois iria filmar “Descendants” (apesar de este filme se ter atrasado bastante e saído depois). Neste remake decidiram aumentar a parada duplicando as babysitters e as crianças, que além de bastante mais novas, passaram de 3 para 5. Emoções a duplicar, numa era em que os telemóveis mudaram a forma de se deixar os filhos incontactáveis. O fio condutor é muito parecido: os pais querem um serão fora em sossego, contratam uma babysitter perfeita para supervisionar as crianças. Só que, devido a uma pequena troca, em vez de terem a perfeita Jenny, sai-lhes a imprevisível Lola que nunca foi babysitter e pensa que tomar conta de crianças é o trabalho mais fácil do mundo. Quando as coisas correm mal, as duas babysitters vão ter de unir forças (e crianças) e partir para uma noite louca na cidade. Sendo um remake, há sempre expectativas. Neste filme não ignoraram o original, desenvolvendo alguns detalhes como a paixão pela culinária de uma das crianças e a patinagem de outra. Retiraram alguns detalhes mais adultos (como a revista), mas aproveitaram muito do que de melhor havia no material original. Tanto em cenas, cmo em frases. A isso juntaram muito conteúdo divertido e adequado para o público mais jovem que o canal costuma ter. É portanto, mais uma homenagem que um simples aproveitamento ou rejuvenescimento da propriedade intelectual. O original sobreviveu aos 40 anos que passaram, muito com base no carisma de Eisabeth Shue na personagem. Ainda que a esta Jenny falte muito carisma, Lola está lá para compensar isso. O contraste entre duas personagens estereotipadas demora a funcionar, mas acabam por conseguir. É também muito eficaz o detalhe de fotografarem vários dos momentos inacreditáveis por onde passam. Como ambas gostam de fotografia, acaba por ser um laço entre as duas que se estende às crianças. E inconscientemente faz o espectador dar valor a cada aventura. Um truque simples e eficaz. Como comentário final, é mais um tele-filme. Não ficará na memória, mas proporciona bons momentos de entretenimento e funciona com o público a que se destina. Filmes Filmes 2016 adolescentesbabysittingDisney ChannelIrmãosNuno Reisplano falhadorremakeviagem em família