X-Men: Apocalypse Nuno Reis, 15 de Agosto de 201611 de Dezembro de 2025 A prequela de X-Men pode ter parecido uma boa ideia há alguns anos. O super-elenco reunido (alguns ainda em vésperas da fama), a história enquadrada com a trilogia original, e o facto de Matthew Vaughn estar na moda, foram todos factores fundamentais para o sucesso. Com a passagem do testemunho de volta para Singer e a viagem temporal, houve um enorme problema. Por um lado era o regresso de tudo o que tínhamos aprendido a adorar – há mais anos do que é bom recordar – combinado com o que tinha corrido tão bem. Por outro, era a destruição do cânone cinematográfico estabelecido e a aniquilação da história do “X-Men 3”. Ou seja, a história estaria condenada a repetir-se. Neste novo fecho de trilogia são-nos apresentadas personagens-chave dos X-Men que ainda não tinham sido usadas. E, como seria de esperar, vamos ver algumas cenas que os fãs dos comics poderão gostar. Dez anos passaram desde os acontecimentos que mudaram o mundo. Enquanto no Egipto Moira testemunha a chegada do Apocalipse, os mutantes seguem com as suas vidas desconhecendo o que o futuro lhes reserva. Raven é vista como uma heroína, mas vive no anonimato da sua forma humana. Xavier e McCoy continuam com a escola esperando educar os mutantes para serem membros úteis da sociedade. Magneto vive no anonimato e recomeçou a sua vida após a tragédia. Enquanto isso, novos mutantes vão surgindo. O irmão de Havoc descobre os seus poderes, na escola destaca-se uma tal de Jean, e Raven na Alemanha descobre mais um indivíduo em tons de azul. Serão todos fundamentais para o que se vai desenrolar. Faltou referir alguém de propósito, pois também o marketing do filme os deixou de lado de propósito. Quando os restantes regressados entram em cena de surpresa e causam furor. Quando um filme tem em mãos um vilão tão poderoso como Apocalipse, tem de preparar bem quem o vai enfrentar. Nenhum indivíduo o conseguiria, pelo que é preciso formar uma equipa. Após dois filmes onde vemos o respeito que existe entre Xavier e Magneto em posições completamente opostas, sabemos que as principais facções mutantes não se dão e ainda há muitos indivíduos escondidos. Portanto, o filme terá de conseguir formar uma equipa – obviamente os X-Men – e salvar o mundo do primeiro e mais poderoso de todos os mutantes. E como se isso não bastasse, fechar esta trilogia e fazer a ponte com a próxima. Não é pedir demasiado? Em parte foi, para as personagens que são novas na saga. Por exemplo, quem não conhecer Psylocke vai achar que não tem relevância, mas os restantes já não sofrem desse mal. A apresentação do protagonista máximo Apocalypse foi maioritariamente feita pré-filme, mas os minutos que lhe são dedicados chegam para perceber a sua única vulnerabilidade e a origem da sua imensurável força. Quanto à história não chega a ficar confusa e gere bem o tempo disponível, além de não exagerar na destruição em massa com que nos presenteia. Ainda que não tenha chegado ao nível épico do anterior fecho de trilogia, não é mau. O único problema é que tudo o que acontece é demasiado expectável. Faltou-lhe um pouco mais de imprevisibilidade. Filmes Filmes 2016 ApocalipseEquipaNuno ReisX-Men