Stuber Nuno Reis, 25 de Julho de 201923 de Agosto de 2025 Dave Bautista tem andado ocupado. Depois de vários anos dedicado ao entretenimento para televisão, teve uma oportunidade de alguma visibilidade em “The Man with the Iron Fists”, logo seguido de “Riddick”. Quando chegou a vez de interpretar Drax no MCU, mesmo sem lhe verem a cara verdadeira tornou-se um nome muito conhecido. Os papéis foram aparecendo em grandes filmes como “Spectre” e “Blade Runner 2049”, mas também em “Kickboxer: Vengeance”. E provou conseguir aguentar um filme em Bushwick. Mas depois vem este “Stuber”. Tripper Clancy sem créditos de destaque como argumentista. Michael Dowse com alguns créditos como realizador, principalmente em televisão. Mas trazerem Bautista e a celebridade cómica de Kumail Nanjiani obrigava a fazerem um filme de qualidade. E “Stuber” não é isso. A história acompanha o detective Vic (Bautista) que está em busca de um perigoso criminoso chamado Tedjo (Iko Uwais). Quando o caso descarrila, a alçada passa para o FBI. E Vic vai usar o descanso forçado para fazer uma operação aos olhos que andava a adiar. Por acaso nesse mesmo dia a filha dele inaugura uma exposição e, impedido de conduzir, entra num Uber. O carro de Stu, que está desesperado por boas avaliações. De repente, chegam-lhe novas pistas e, mesmo cego, Vic vai começar a fazer pequenos desvios, levando Stu ao extremo. Queriamos uma comédia. Temos situações ridículas que podiam ter dado para fazer algo. Temos histórias paralelas que com mais tempo teriam dado uma comédia bem melhor. Só que aqui não temos isso. Preferiram focar na acção e portanto temos um filme de acção com vários exageros. Ficou um filme de polícias que foge um pouco às normas, onde Bautista está um pouco exagerado e Nanjiani subaproveitado. Com um melhor balanço, seria possível tirar o melhor de ambos os protagonistas. E nem vou falar de terem Uwais a fazer acrobnacias, mas não lhe darem um combate sério com Bautista. Essa foi a maior desilusão. Apesar de os actores estarem mal, se falarmos das actrizes ainda é pior. Karem Gillan como parceira de Bautista tem dois minutos de ecrã. Que desperdício. Quase se justificava fazer uma prequela só para vermos a dupla. Natalie Morales como a filha consegue mais algum tempo e um par de bons momentos, mas também merecia mais. Percebe-se. Era suposto ser um papel pequeno para uma desconhecida. Morales sai-se bem, e poderá ter futuro. Mas o que dizer de Mira Sorvino? Como capitã de Vic e actriz experiente, podiam-lhe ter dado mais tempo. Fica uma personagem estereotipada sem nenhum contexto. Para isso é que podiam usar uma desconhecida. No fim é um filme que se acha engraçado, mas que nem percebe bem a Uber de que supostamente faz pouco. Fica como um anúncio longo e caro para a empresa, mas não um filme. Filmes Filmes 2019 Nuno Reis