Guns Up Nuno Reis, 18 de Agosto de 202525 de Outubro de 2025 Kevin James tem feito uma carreira no humor. Se pensarmos nele num papel de acção, é como “Mall Cop” ou “True Memoirs of an International Assassin“. Capaz, mas desajeitado. Por isso vê-lo num filme de acção é muito estranho. Pode ter o tamanho, mas o perfil… Claro que o filme tendo este título não será para levar muito a sério. O elemento Christina Ricci desperta ainda mais curiosidade. Admito que nunca teve uma carreira fora do fantástico, mas teria chegado ao ponto da carreira em que é “a esposa do herói” numa comédia de acção? Só que não era caso isolado. O omnipresente Luis Guzmán também estava nos créditos de topo. Como estava Timothy Murphy e até Melissa Leo! Demasiados nomes para o habitual de James. Portanto, receio metido no bolso e visionamento. A história acompamha Ray Hayes (James) um polícia convencido a juntar-se a um pequeno negócio no submundo que gere as coisas de forma diferente. Ele vai fazer cobranças difíceis por uns anos, mas não fica preso a nada. Quando quiser sair (o sonho dele é abrir um negócio com a família) vai à sua vida sem olhar para trás. Só que quando esse dia chega, os cargos de liderança tiveram uma pequena alteração e a rescisão já não é tão amigável. Se ele tentar sair, terá de servir de exemplo aos outros. Quando lhe ameaçam a família, Ray vai ficar levemente irritado… e mortal. O filme segue a receita de tantos outros de vingança, com gangues inteiros a atacarem uma família indefesa e a destruirem tudo aquilo para que trabalharam. São rajadas de metralhadora, são combates corpo a corpo, temos tudo o que o bilhete prometia. Mas claro que também temos o humor. Não só o humor usual de James, mas um ou outro detalhe delicioso que quase passa despercebido no meio da acção. Dois em particular (a referência a “Drive” e o cutelo voador) vou-me lembrar muito depois de ter esquecido o filme. Ainda que as personagens não sejam muito carismáticas, fazem o que podem para nos divertir. Ricci em particular consegue ter quase três personalidades e gostava que algumas tivessem sido melhor exploradas. Sim, o filme podia ser mais longo, podiam fazer episódios ocasionais, podia dar-nos mais momentos da vida dos Hayes. Não é todos os dias que digo isso de um filme deste género. Nâo é uma obra-de-arte, mas cumpre o seu propósito com originalidade suficiente para não cansar, e é banal o suficente para seer esquecido passado uns dias e se poder rever sempre que passar na televisão. Não se podia pedir mais. Filmes Filmes 2025 Nuno Reissegredoviolência