Into the Deep Nuno Reis, 20 de Março de 202523 de Outubro de 2025 Esta aventura com tubarões acompanha dois casais que vão com um amigo em busca de um tesouro afundado. Entre eles está Cassidy, que tem um trauma de infância com o mar e o quer superar. Só que o seu destino cruza-se com outro barco na vizinhança o que lhes altera os planos e coloca os humanos em luta contra os senhores do mar. Sabem quando um filme consegue o impossível e o queremos ver? Convencer Richard Dreyfuss a fazer um segundo filme de tubarões era uma coisa que já se achava impensável. “Into the Deep”, cinquenta anos depois de “Jaws” era um feito inédito apenas por isso. Sabem quando um filme consegue logo de início transmitir umas más vibrações e sabemos que nos vamos arrepender de o estar a ver? Com este filme foram muito rápidos. Há segunda cena já se imaginava que teria sido má decisão. Isso fica evidenciado em dois longos planos inúteis nos primeiros vinte minutos. Um sinal habitual de não terem cenas interessantes para mostrar no resto da metragem. Dreyfuss tem três momentos no filme. Um no início a fazer um discurso motivador para um grupo de crianças, um segundo a motivar a neta, e o terceiro durante os créditos finais, a explicar porque temos de proteger os tubarões como parte fundamental do ecossistema. É só isso e se alguém for ver o filme por ele, é preciso repensar na vida. O protagonismo é de Scout Taylor-Compton que já conhecemos como Laurie nos “Halloween” de Rob Zombie e várias séries. É convincente, ainda que não tenham sido exigentes com a personagem. No elenco destacaria ainda Jon Seda, que nos acostumamos a ver como parte da lei em “Chicago P.D.” e também sabe ser um criminoso competente. Os restantes, estão fraquinhos. Quanto mais insignificante a personagem, menos esforço fizeram no casting, pelo que muitas vezes dá para ficar chocado com a péssima interpretação. Mas falemos do tubarão. Havendo muitos filmes sobre o tema – diria mesmo demasiados – eles teriam de ser originais. A originalidade que conseguiram foi minimizar as cenas com os peixes, mas fazer alguns planos dentro de água com alguma intensidade. Alguns são mesmo ridículos e sem nexo, mas pelo menos não é mau. Má é a forma como toda a gente acha que vinte segundos depois de escapar ao tubarão já pode ir nadar. O tubarão foi a nadar no sentido oposto e portanto não volta atrás por um petisco? Mais uma vez ridículo é a única palavra. Tem algumas cenas boas do tubarão a alimentar-se. Desde que se ignore o sangue (em demasia na água, obviamente falso no convés) ficamos satisfeitos por o protagonista da história se alimentar bem. Tirando isso, não há motivos para ver o filme. Filmes Filmes 2025 Nuno ReisTubarão