Last Christmas (2019) Nuno Reis, 15 de Dezembro de 202526 de Dezembro de 2025 Para fechar a série de filmes natalícios, vamos agora até um decerto mais conhecido pelos leitores. Um que foi número um na sua semana de estreia. A Dama Emma Thompson faz parte do património britânico. Se passar dez anos a escrever um filme de Natal, é motivo para se ir ver. Para o dirigir chamou Paul Feig que não queria fazer uma comédia natalícia, mas acabou por mudar de ideias. Porque é natalício, mas não faz bem parte da sua comédia habitual. É uma comédia com uma forte inclinação para o drama. A história acompanha a elfo Kate que trabalha para a Mãe Natal numa loja com temática natalícia que funciona todo o ano. Calma, Kate é uma humana normal, assim como a Mãe Natal. Só vivem com muita intensidade a temática. Kate tem alguns problemas. Como estar constantemente a ser despejada e fazer várias más escolhas. Não é alguém que fizesse parte da lista de bem-comportadas do Pai Natal, quanto mais passar os difíceis critérios de admissão. Até que Tom aparece. Um apreciador da vida que gosta de ter os olhos longe do chão. Numa série de encontros aleatórios, Tom vai tirar Kate da sua rota de auto-destruição, fazê-la apreciar a vida um pouco mais. E, quem sabe, melhorar a incurável relação familiar. Aqui temos uma Emilia Clarke no pico da fama, imediatamente após “Game of Thrones” (dizem que ainda é o mesmo louro pintado para a série). No começo está algo estranha, mas depressa entra no seu melhor modo: pateta, confusa, algumas caras engraçadas. Também tem algumas crises e várias discussões, mas é isto que faz melhor. Henry Golding é Tom. Num registo completamente diferente, é a calma e sensatez que Kate precisava. Pouco aparece, mas quando surge muda o ritmo dos acontecimentos e abala Kate. Ela precisa dele. Numa história paralela temos a família de Kate. Refugiados jugoslavos (não que isso fizesse diferença para a história) com os seus próprios problemas. Em especial a mãe (Thompson) que vive uma grave doença do passado de Kate como um problema presente, fazendo com que a outra filha se sinta relegada e o pai se afaste emocionalmente. É um filme que avança a bom ritmo, com a ocasional piada (em especial as vindas de Michelle Yeoh) e muito humor inglês. Como qualquer filme de Natal que se preze, recorda-nos que a vida é maravilhosa, a família é tudo, e o Natal é época de dar. Pode ser visto todos os anos pois é fácil de esquecer. Já a música que o inspirou… essa é para sempre. Filmes Filmes 2025 NatalNuno Reis