Lost in Space (1998) Nuno Reis, 4 de Janeiro de 20266 de Janeiro de 2026 No final do ano passado apanhei na televisão “Lost in Space”. Um filme que tinha visto em antestreia muito antes de ter um blog e que já pouco recordava. Ou melhor, sabia vários detalhes, mas nem me lembrava que Matt LeBlanc entrava! Como estou a revisitar vários filmes que tratam o tema da Inteligência Artificial e “Danger, Will Robinson” é daquelas frases que ficam na memória (já desde o tempo da série com o mesmo nome) hoje vamos navegar rumo a um clássico menor da FC que o tempo quase apagou. Basta pensar que a Netflix lançou uma nova série em 2018 e ninguém reparou. No ano 2058 a Terra está condenada. As alterações climáticas e a poluição venceram. O Professor John Robinson prepara uma nave para colonizar Alpha Prime. A sua missão é construir o portal que permitirá evacuar este planeta. Só que algumas pessoas em terra não querem desistir do planeta e vão sabotar a missão, causando uma sucesão de eventos inesperados. Apesar de a sabotagem relembrar “Contact“, um filme lançado nove meses antes, não foi directametne influenciado por ele. O filme seguia as pisadas de uma série de culto. E condensar em duas horas a narrativa ia obrigar a alguns ajustes. Por sorte tinham um grande elenco (ainda que não o soubessem). William Hurt é o lider da missão. Um actor que tinha entregue grandes interpretações nos anos 80. Ao seu lado Mimi Rogers, um rosto familiar desde “Someone to Watch Over Me” que tinha acabado de fazer “Austin Powers”. A liderar a expedição, o famoso Matt LeBlanc numa de várias tentativas de começar uma carreira em cinema que nunca existiu. E o vilão de serviço era Gary Oldman que já tinha entrado em “JFK”, “Dracula”, “True Romance”, “Léon”, “Basquiat”, “The Fifth Element” e “Air Force One”. Sabia ser o vilão de serviço e o público sabia que não ia ter um papel pequeno em Terra enquanto a acção tinha lugar no espaço. Entre a prole Robinson, Heather Graham, um rosto bonito já habitual nos ecrãs que nos cinco anos anteriores tinha liderado elencos em filmes menores e feito papéis secundários para realizadores como Gus Van Sant, Doug Liman, Paul Thomas Anderson, e Wes Craven. E que ficava muito bem no traje espacial. Como irmã tinha Lacey Chabert, ainda a começar a carreira como actriz (em séries como “All My Children” e “Party of Five”), mas já com um vasto currículo em vozes de desenhos animados, ainda que a carreira não tenha descolado (depois de “Mean Girls” entrou numa espiral infinita de filmes de Natal para televisão). Já o papel do filho, foi entregue a Jack Johnson, um também relativamente inexperiente miúdo, que pouco depois desitiu de ser actor, mas ainda trabalha na arte. E depois temos o robot. Como a missão se chama Jupiter 2 e tenho um trauma com o robot de Saturno 3, sempre os confundi um pouco. Até porque ambos são algo agressivos com os humanos. Este segue a visão clássica dos robots. Não é um androide perfeito para passar por humano como nos Alien, é uma máquina feita para servir. Que o pequeno menino-prodígio comanda, reprograma e controla de todas as formas. O robot foi feito para gerir todos os assuntos da nave enquanto a tripulação estava no sono criogénico de dez anos. A bateria não seria um problema. É interessante como em menos de 5 anos tudo o que imaginamos durante décadas se desvaneceu. Estamos a viver já para lá da visão da FC em termos do que podemos construir cá. E isso provavelmente arruinou a FC clássica para toda uma geração. O filme envelheceu um pouco. Lida bem com o paradoxo temporal, tem diferentes tipos de vilões e criaturas no geral interessantes… só opta por uma péssima solução para o problema final. Isso não seria um problema num filme muito envolvente, mas a atmosfera e os vários picos de tensão (problema de adaptar uma série inteira para um só filme) não criaram o envolvimento perfeito. O final tão acelerado perante uma ameaça de velocidade lenta parece um pouco precipitado. Simplesmente não encaixa. Ainda assim, é daqueles que se podem ir revendo devido à mensagem. E os efeitos até aguentaram o teste do tempo! Filmes Filmes 1990's exploração espacialInteligência ArtificialNuno Reisviagem em famíliaViagem no tempo