Love Me Love Me Nuno Reis, 14 de Fevereiro de 202614 de Fevereiro de 2026 Tenho de pedir perdão aos leitores. Para este Dia dos Namorados a sugestão mais fácil era uma novidade estreada ontem no Prime. Daria para verem aconchegados, ignorando a chuva lá fora e as tristezas dos últimos dias. Confirmou-se que “Love Me Love Me” é um romance. Mas não é um filme que se recomende a ninguém. Temos visto este fenómeno a crescer nos últimos anos. E já paguei bilhetes para ver coisas assim más ( não foi há muito tempo). O que está a acontecer é que um livro de sucesso tem de ser logo adaptado a filme. Mas muitas vezes o livro de sucesso é mau. As pessoas que o compram, não é pela história, mas para alguma satisfação sexual que obtêm ao lê-lo. Podem deixar escapar que o compraram, que o leram, que não o conseguiram largar, mas não dirão que é um bom livro. E dificilmente pensam em ir a uma sala de cinema para verem essa história rodeados de outras pessoas. Outras coisa que também fazem nesta nova categoria de mau cinema é ir buscar algum realizador que tenha feito coisas interessantes. Neste caso que há mais de 25 anos nos deu o guilty pleasure “Bullets Over Broadway (1994)ⓘ×Bullets Over Broadway1994★ 4.0/10Depois de o jovem dramaturgo, David Shayne, obter financiamento para a sua peça do gangster Nick Valenti, a namorada de Nick, Olive, consegue milagrosamente o papel de psiquiatra. Ela não só é uma loira tonta que nunca passaria por psiquiatra, como é uma actriz terrível. David atura o actor principal que é um comedor compulsivo, a grande dama que quer que o seu papel seja "apurado" e o assassino/guarda-costas intrometido de Olive — mas, eventualmente, ele deve decidir se a Arte ou a Vida é mais importante.View full page →Our Articles30 de Maio de 2011Review★★★★☆ 4.0Bullets Over Broadway (1994)” e foi sempre a descer desde então. A uma pessoa experiente que faz a produção andar depressa juntam algumas caras bonitas a tentar iniciar uma carreira, e está a receita completa para o desastre. A história acompanha June que acabou de se mudar com a mãe para Milão. O trabalho dela a isso obriga, mas a filha não se importa. Está acostumada e desta vez vai para uma escola internacional de topo. Ao chegar conhece logo muita gente e senta-se ao lado de Will, um rapaz atencioso por quem se sente atraída. E sente repulsa por James, lutador de MMA e melhor amigo de Will. Mas ao mesmo tempo está imensamente atraída por esse jovem perigoso que a despreza. O filme começa de forma normal. Mas depressa se percebe que o guião foi escrito a pensar em espectadores com as hormonas aos saltos pois não tem muito nexo, raramente tem um fio condutor e todas as personagens foram terrivelmente mal escritas. Em especial June que muda de personalidade como quem muda de roupa. É uma objectificação de adolescentes – homens e mulheres – com cenas quase sexuais desnecessárias, uma relação homossexual metida a ferros sem contexto ou a que seja dado seguimento, e tramas secundárias que nada importam. Na verdade nem a trama principal importa, mas fazemos de conta que sim. Admito que tenham ficado no livro várias das histórias que poderiam ter sido úteis para dar profundidade às personagens, mas as breves menções que lhes fazem em nada ajudam, pelo contrário.-Alguns momentos fazem crer que o filme podia ter potencial, se fosse dada atenção ao que acabaram de dizer. Mas mudam tão depressa para outro tema, que até nos esquecemos que havia algo ali. Percebo que have lixo literário, para garantir que as pessoas ao menos peguem num livro e o abram para ler umas páginas. Mas cada vez mais receio ir às cegas para uma sessão. Sei lá qual será a nova moda. Filmes Filmes 2026 adolescentesCombate corpo-a-corpoEscolanamoroNuno Reis