Nobody 2 Nuno Reis, 19 de Agosto de 202511 de Janeiro de 2026 Bob Odenkirk ficou irremediavelmente associado ao seu papelão como Saul Goodman na série “Breaking Bad”. Especialmente depois do seu spin-off como protagonista ter durado ainda mais anos que a série de culto. Diríamos que o seu ar aparentemente normal não lhe dá grande versatilidade. Mas por vezes isso é um trunfo. Ser Ninguém é um grande trunfo no mundo da espionagem. Em “Nobody” é Hutch Mansell, um homem aparentemente normal. Um dia a sua casa é assaltada, fazendo com que ele tenha de se desenrascar para eliminar a ameaça. Isso foi baseado numa invasão real à residência Odenkirk em que o actor os fechou na cave, mas ficou a pensar o que teria feito se fosse um durão. Dois anos de treino depois, e está a demonstrar para as càmaras como o teria feito. Isso com produção de David Leitch (“Atomic Blonde”, “Bullet Train”) e argumento de Derek Kolstad (“John Wick”), nomes já conhecidos dos fãs de acção. Nesta sequela ele profissionalizou-se nos serviços de eliminação de indesejáveis, mas precisa de uma pausa para tempo com a família. Escolhe um sítio tranquilo e reúne toda a família para uns dias de sossego numa terra que quase desapareceu dos mapas. Tudo perfeito e tranquilo. Até deixar de o ser. Hutch tenta ser simpático, mas não tem muito jeito para fazer amigos. Para compensar, tem uma enorme facilidade para fazer inimigos. Uma série de confrontos vão fazer com que a violência volte a ser o prato do dia. Apesar da mudança de realizador, o que vamos ter neste filme é muito semelhante ao anterior. A violência a determinado momento cansa, mas quem sabe ao que vai, de certeza que não se queixa. Quem achar demasiado, tem de aproveitar os momentos em que se passa à porta fechada e temos liberdade de imaginar. Todavia, tem facilmente meia hora de armadilhas “Sozinho em Casa” amplificadas. Para todos os outros, tem humor, acção, um bom acompanhamento musical, alguns lados ocultos a virem à superfície… O melhor acabam por ser os vários pequenos papéis que complementam o filme. Sharon Stone de volta a um casino. Connie Nielsen a ter uma personagem quase nula, mas mais interessante do que todos os que fez na última década. Christopher Lloyd não está brilhante, mas também está bem melhor do que tenho visto em muito tempo. RZA é um ninja com frases muito motivacionais. Finalmente, Colin Hanks faz uma personagem fora do habitual. São esses pequenos detalhes que ajudam o filme. Já Odenkirk, fica especialmente bem quando faz a cara “estou demasiado velho para isto”. Hutch bem que quer (e precisa) de descansar, mas o destino ri-se na cara de quem faz planos. Por falar em caras, os efeitos de cara desfeita/cortada/amassada não estão perfeitos, mas visto numa sala bem cheia, com gente bem disposta, nada disso importa. Filmes Filmes 2025 agente secretoNuno Reissegredoviagem em famíliaviolência