Race the Sun (1996) Nuno Reis, 20 de Agosto de 202515 de Janeiro de 2026 Olhando para os filmes do passado, surgem sempre algumas pérolas desconhecidas e curiosidades. Na grelha AXN dos últimos dias tem estado “Race the Sun”, sobre uma equipa estudantil havaiana numa corrida a energia solar. E que se desengane quem pensa que não conhece ninguém dessa época. No quadro docente Hally Berry e Jim Beluchi. Nos estudantes Casey Affleck e Eliza Dushku. A capitanear os seus rivais nacionais Joel Edgerton, e nos rivais estrangeiros Steve Zahn. São nomes suficientes para o filme merecer atenção trinta anos depois? Há dois tipos de filmes sobre corridas. Um é o sério, com confrontos épicos entre condutores lendários e equipas com orçamentos estupidamente elevados. Cenas em alta resolução a centenas de quilómetros por hora, curvas apertadas e movimentos de câmara que nos colocam no meio da acção mesmo sem 3D ou IMAX. Temos um desses em cartaz nesse momento. O outro é o género cómico, em que o objectivo está na viagem e nas lições aprendidas. “Race the Sun” está na terceira categoria. Aquela que não existe porque não se pode escrever ficção tão inacreditável. Tal como “Solitary Man (2009)ⓘ×Solitary Man2009★ 2.0/10Um magnata de carros assiste à sua vida pessoal e profissional a cair no declínio devido às suas indiscrições comerciais e românticas.View full page →Our Articles24 de Janeiro de 2011Review★★☆☆☆ 2.0Solitary Man” encontrou uma equipa de atletas de inverno na Jamaica para ficcionalizar a sua jornada, também no Havai em 1989-1993 uma escola fez o impossível. A Konawaena High School foi a primeira escola a participar numa corrida internacional de carros solares. Milhares de quilómetros no deserto australiano. O que era apenas um sonho tornou-se uma missão. Este filme pegou nos conceitos-chave, deu umas voltas e aqui ficou o resultado: um filme para inspirar gerações. Sem impôr uma agenda de energias alternativas ou riscos exagerados, apenas para incentivar o espírito cinetífico, a aprendizagem e a superação pessoal. Tanto funcionou que a equipa Brunel – criada inspirada por esse filme – foi sete vezes campeã do mundo. É uma comédia ligeira. Nem tem muito drama familiar, nem mostra paisagens deslumbrantes. Apenas fala de competir. É sobre trabalho em equipa, sobre ignorar as dificuldades e principalmente sobre superar as expectativas dos outros. E as do próprio. Principalmente quando tudo e todos dizem que não é possível. Uma corrida não se ganha sabendo na partida que se cruzará a meta. Ganha-se sabendo a cada metro que a nossa viatura está no seu melhor, que a conhecemos como ninguém, e que temos uma equipa connosco. Mesmo que os indivíduos se zanguem e tenham desavenças, trabalham em conjunto com um objectivo comum. E no final da corrida, independentemente da classificação, sabem que fizeram algo para a posteridade. Filmes Filmes 1990's adolescentesCiênciaEscolainspiraçãoIrmãosNuno ReisViagem