Shadow Force Nuno Reis, 12 de Maio de 202511 de Janeiro de 2026 Se parecer que estamos sempre a falar de filmes de acção com espiões na clandestinidade, é porque esse é o prato forte de 2025. Poucos meses depois de “Back in Action” com uma premissa muito semelhante, chega-nos “Shadow Force”. Estamos perante um thriller de ação sobre um casal de espiões que desaparece depois de engravidar. Anos depois, ainda ela opera furtivamente para eliminar os seus caçadores, enquanto ele é um pai dedicado. Até que uma situação delicada o obriga a revelar alguns dos seus truques num local com câmaras. A caça recomeça, agora com a pressão da informação sobre a criança ser pública. O elenco era talentoso e a premissa poderia ter algo de emocionante, mas fica longe do potencial que se desejaria. Começa a ser habitual Joe Carnahan deixar-nos insatisfeitos no género da acção. No entanto, enquanto o filme está a apresentar os bons da fita, é um interessante filme familiar. Omar Sy tem muito jeito para essa parte e as particulares da sua personagem fazem-no ser credível e empático. O mesmo pode ser dito do pequeno Jahleel Kamara que actua em inglês, francês, e rouba cenas com o seu humor. Então quando a playlist Spotify está ligada, temos os melhores momentos do filme. É um pouco preocupante ver um filme de acção por causa do humor… Kerry Washington entra de repente na trama familiar e para o público americano que a vê a toda a hora isso pode ser suficiente, mas para os estrangeiros faltava um pouco mais. No entanto depressa se entrosa com os dois heróis e são uma família agradável e divertida (para quem não esteja na sua mira). Quando o filme se torna acção pura volta a ser aborrecido e assim fica até ao final. Tem as habituais traições e surpresas, mas nada de novo. Algumas das cenas pareciam tão familiares (mesmo em cenário) que tive de confirmar se não seria um remake de algo que tivesse visto há uns anos. Não é remake, é mesmo uma terrível falta de criatividade. Como tem sido habitual nestas produções hollywoodescas, “Shadow Force” poderia ter sido muito mais. Performances sólidas dos três protagonistas e um elenco secundário que não é incompetente. Tudo isso com um bom pretexto para reunir uma equipa internacional. Bons detalhes para dar uma identidade original às personagens. Tem sequências de ação decentes. Só faltou ritmo. Muito ritmo. Fica como mais uma de várias oportunidades desperdiçadas. Como experiência cinematográfica poderá entreter numa tarde de domingo sentado no sofá. Filmes Filmes 2025 agente secretofamíliaNuno Reissegredo