Shelter Nuno Reis, 9 de Fevereiro de 20268 de Fevereiro de 2026 Se há um género que nunca se esgota em fórmulas repetidas é certamente o filme de acção. Especialmente aqueles que, vendo o nome do protagonista, sabemos que só pode ser isso. é um desses nomes por isso, quem fosse ver “Shelter“, não pode dizer que não sabia ao que ia. Pancada garantida. Ao início o filme parece que vai ser diferente do que se esperava ver. Um homem e um cão numa ilha deserta não terão muito contacto com outras pessoas. O barco que leva mantimentos também não traz grandes surpresas. É uma menina que não terá mais de 40 quilos. Nâo é esse o temível adversário que se esperava. E ainda que se vejam algumas pessoas no mundo em que existem câmaras, é preciso esperar mais de meia hora para finalmente vermos aquilo por que se pagou bilhete. Vai começar o combate de um homem contra um exército, nos vários sabores disponíveis. Há apenas duas coisas originais e importantes a reter neste filme. Uma é que estamos sob vigilância constante. Aquela ilha desolada começa a parecer acolhedora pelo simples facto que não tem uma câmara em cada esquina a registar cada movimento que fazemos. Como cidadão honesto a ocasional placa a informar de zonas vigiadas não costuma incomodar, mas aqui é o oposto. Todas as imagens tiradas e utilizadas são de particulares. Não era suposto serem para vigilância do MI6 sobre os cidadãos. A segunda novidade é quem Statham está a proteger. Nâo é uma novidade que o alvo dos maus da fita seja uma criança – os dedos de uma mão não chegam para contar quantas vezes teve essa missão – mas importa quem. A actriz chama-se e é normal que não reconheçam. Esta foi a sua primeira longa. A segunda foi , curiosamente ambas estreadas no mesmo dia em Portugal. E em ambos os filmes tem uma performance memorável. O seu ar de sofrimento é bom, mas expressa um grande leque de emoções, incluindo a ocasional birra. Quando tem de ficar quieta e gritar, cumpre. Quando tem de se mexer também o faz. E tem algumas boas frases entregues como deve ser. Temos aqui um talento emergente a ter em conta para os próximos anos. O filme como referido é tudo o que já vimos antes. As coreografias de luta são semelhantes, a banda sonora é semelhante, a incompetência dos supostos soldados de élite é atroz… Mas Bryan Vigier (um duplo tornado actor) como o super-guerreiro enviado não está mal. No desfecho há uma decisão estúpida, mas a opinião sobre o filme já estava definida. É mais do mesmo. Filmes Filmes 2026 ilha desertaNuno Reispassado secreto