The King’s Man (2021) Nuno Reis, 14 de Julho de 20258 de Novembro de 2025 Matthew Vaughn é um dos poucos cineastas com quem implico. Apenas porque da única vez que nos cruzamos, não me convenceu. No entanto, já vi praticamente todos os seus filmes e tenciono ver os que me faltam pelo que estar na minha lista negra não parece ser motivo de preocupação. A saga “Kingsman” será o seu produto mais popular e, ainda que um pouco gasta depois de dois filmes, a possibilidade de vermos o spin-off “Statesman” dava um caminho fácil a seguir. Em vez de dar o salto definitivo para o outro continente preferiu viajar no tempo e, da forma mais convencional possível, contar as origens da organização. Com o grande inconveniente que já tinhamos vários spoilers nos dois filmes anteriores pelo que a prequela teria de ser extremamente criativa e bem executada para nos recontar algo que já saberíamos. Orlando Oxford é um dos nobres mais influentes da corte britânica. Um feroz opositor à guerra, opta pela via diplomática para atingir os seus fins. Quando Kitchener lhe pede ajuda numa missão especial – proteger a vida do arquiduque Franz Ferdinand – Oxford aceita com gosto. Não sabe é que uma sociedade secreta se move nas sombras para matar aquela pessoa e milhões mais. Quando a inevitável grande guerra começa, Kitchener chega a Ministro da Guerra e o filho de Oxford alista-se. É quando Lord Oxford decide fazer mais do que falar e começar a mexer-se para resolver a guerra. Comecemos pois pelo elenco. Fiennes continua a surpreender pela versatilidade. Tudo em que se mete parece feito à medida. Hounsou também ultimamente tem feito papéis mais físicos do que a idade deveria permitir, e o toque de humor aqui apresentado é uma boa variação. Rhys Ifans está soberbo como Rasputin. Basta ver uma fotografia para dizer “ninguém mais poderia fazer tal personagem” e convence-nos disso ao longo do filme. E Charles Dance como Kitchener também foi uma excelente escolha. A partir daqui é que as coisas pioram… Harris Dickinson está razoável. Alexandra Maria Lara tem um papel tão pequeno que é ridículo terem ido buscar alguém de tamanho calibre. Gemma Arterton digo praticamente o mesmo. Pode ser um filme sobre guerra e o foco estar no género masculino, mas recordo-me até hoje de Arterton ter tido um excelente papel em “Their Finest” também sobre uma guerra. E já cansa Daniel Brühl continuar a ser chamado para vilão. Existem vários outros nomes, mas a história acaba por se central em Fiernnes secundado por Hounsou que aguentam o filme sem ajuda. É bastante físico como a saga nos acostumou, e de alguma forma, por haver menos tecnologia e mais encobrimento, o vilão principal acaba por parecer mais verdadeiro que os dois anteriores. Ainda que o filme no seu todo seja demasiado familiar com outra história feita quase 20 anos antes que prefiro não nomear para não dar spoilers. Com a possibilidade de um Kingsman 3 no horizonte (ainda há dias o tema voltou a ser falado), a saga parece ter melhorado com a longa pausa. Apesar de a televisão ainda nos impingir os filmes de forma aleatória quase semanalmente, não duvido que rever todos em sequência – começando por este – seja uma boa preparação para o que se siga. E esperemos que a saga Statesmen não fique esquecida. No published posts found for the requested group "Kingsman". Filmes Filmes 2021 EspionagemKingsmanNuno Reisprequela