The Mortuary Assistant Nuno Reis, 10 de Fevereiro de 202610 de Fevereiro de 2026 “The Mortuary Assistant” é um video-jogo lançado em 2022 que teve críticas muito positivas.Nesse jogo assumimos o controlo de Rebecca Owens, a nova assistente numa morgue que tem algo de muito peculiar. Os mortos que chegam… alguns não estão bem mortos. Estão possuídos e com vontade de nos levar junto. Cabe ao jogador comandar Rebecca para perceber se o corpo está ou não possuído, e por quê. O anúncio de um filme baseado no jogo não foi mediático. Tinha um público-alvo bem definido.e um título que se vendia sozinho aos amantes do terror. O filme segue um caminho parecido. Vemos Rebecca na prova final de estágio e a conseguir o emprego. Para melhorar, o chefe promete-lhe um horário bom. O oposto do que se imaginaria num sítio tão macabro. Subitamente pede-lhe que faça um turno da noite. Rebecca aceita, desejosa de começar a trabalhar. Mas essa noite será tudo menos normal. Willa Holland é um rosto familiar pelo que tem feito em televisão, mas aqui está quase irreconhecível. A personagem que nos traz tem várias camadas. A primeira, na faceta profissional, é confiante e tem uma presença forte. Convence. A segunda que vemos é pessoal e profissional. Em que revela as suas fraquezas. Em que questionamos a sua sanidade mental e os seus comportamentos. Começamos a duvidar se tem capacidade para o que vai enfrentar. E depois temos a terceira, a que lida com o sobrenatural e combina um pouco de ambas. Para quem conhecer o jogo, terá algumas caras familiares. A atmosfera também tem algo em comum. Mas no geral não foi totalmente fiel ao jogo. Não a este. É como se fosse uma adaptação daqueles jogos de há vinte anos. O mistério que não percebemos logo resiste bastante, mas esta nova Rebecca não convence. A mudança como do dia para a noite torna uma mulher forte e segura de si mesma, numa vítima. É pena, pois a ideia e a personagem iniciais podiam ter fugido ainda mais ao jogo e fazer algo diferente que funcionasse. Algo que criasse o seu próprio público. Mas Brian Clarke, o criador do jogo, esteve envolvido na escrita. A co-argumentista Tracee Beebe tinha feito algumas curtas com mulheres protagonistas, mas nada desta dimensão. Ficaram presos à ideia original e de o tornar em cinema, sem explorar o potencial de ir mais além. Usa muito bem o espaço fechado e os traumas. Tem jogos mentais pelo patrão e pelos demónios. Há pistas para decifrar… Só que mesmo com tudo isso, não consegue prender o espectador. O início muito bom não é correspondido pelo que se segue e ficam demasiadas pontas soltas da pouca informação que nos foi sendo dada. Filmes Filmes 2026 morteNuno ReisPossessão