TRON: Ares Nuno Reis, 14 de Outubro de 202516 de Janeiro de 2026 Já disse como V/H/S Halloweenⓘ×V/H/S HalloweenView full page →Our Articles29 de Novembro de 2025ReviewV/H/S Halloween foi importante e o que significou para mim. Quando chegou Ares, a terceira parte, a publicidade foi muito discreta. Era como se a Disney soubesse que já tinha o público fisgado e qualquer título lançado seria visto pelos milhões que seguem a saga desde sempre. Ou como se tivessem medo que s pessoas vissem. É que Jared Leto nos últimos anos tem sido sinónimo de maus filmes e Joachim Rønning também não tem feito grande coisa. Mas em Legacy também Joseph Kosinski e Garrett Hedlund não eram grandes nomes e o filme saiu brilhante. Podia ser que a magia tivesse funcionado segunda vez. No início dão um pouco de contexto com imagens de arquivo de Flynn. Falam das novas gestões de ENCOM e Dyllinger Systems e subitamente somos enviados para a nova geração de um confronto que dura há quarenta anos. Ambas as empresas estão quase a dar o passo definitivo depois da IA. Estão prestes a trazer o mundo virtual para o mundo físico. Mas enquanto a ENCOM cria vida onde não havia nada, a Dyllinger cria máquinas de guerra invencíveis e soldados perfeitos. A batalha pelo futuro começou e estas filosofias contraditórias vão ser colidir. Vamos começar pelo início. Continuamos a ter uma equipas vermelha e uma azul. A vermelha ao ataque e azul à defesa. Quem sabe de ciber-segurança pode achar curioso este alinhamento com as designações habituais das equipas de ataque e defesa usadas no sector… até recordar que essas designaçóes tiveram origem em TRON. A diferença é que nestre filme a Dyllinger deixa de agir pela calada. O confronto do mundo virtual sai para o mundo real causando danos visíveis por todos. Não dá para manter o segredo por muito tempo, por isso ou aniquilam a concorrência e se tornam líderes indisputados do mercado, ou serão espezinhados pela lei. Para quem está por dentro da IA como utilizador, tudo o que é dito faz sentido. É um argumento que chegou no momento certo e pegou no próximo passo da saga TRON combinando-o com o tema da moda. Mas preferia que tivessem feito algo fora do universo TRON. É que pegaram num pouco de Flynn, nas duas empresas, e nas motas (assim como alguns outros veículos que é melhor não revelar) e ignoraram tudo o resto. O pior, é que inventaram muito na preparação destes mundos interligados. Nota-se principalmente nos primeiros vinte minutos e nos cinco finais. Pelo meio temos um bom filme de acção, com efeitos especiais de topo, violência em doses razoáveis e coreografias muito acima da média. Não precisava de ser um TRON. No elenco da ENCOM notou-se um esforço de trazer a diversidade real das empresas tecnológicas, com asiáticos (Greta Lee é de origem coreana e Hasan Minhaj de origem indiana), um Guatemalteco (Arturo Castro) e uma canadiana (Sarah Desjardins). Já a Dyllinger é uma empresa familiar e vemos apenas Gillian Anderson e Evan Peters. Posso dizer que Lee surpreendeu com protagonista. Começa discreta, mas aguenta bem as várias personas que tem de assumir como CEO, como programadora e como figura de acção. Peters é um grande vilão. Leto não arruina o filme, mas Jodie Turner-Smith é melhor programa, combinando a desumanidade com o foco. E ainda temos um cameo dos músicos Atticus Ross e Trent Reznor! É um filme de acção aceitável, chegou no momento certo, mas não é digno de se chamar TRON. Perde uma estrela só por ter ousado entitular-se isso. E porque conseguiu ter vários consultores de cabelo, mas nenhum de tecnologia que lhes dissesse quão graves os erros que estavam a cometer. No published posts found for the requested group "TRON". Filmes Filmes 2025 Inteligência ArtificialMulher forteNuno ReisTRON