Z-O-M-B-I-E-S 4 – Dawn of the Vampires (TV 2025) Nuno Reis, 1 de Agosto de 202523 de Outubro de 2025 Um zombie, um lobisomem e um extraterrestre entram num bar. Isso soa a anedota. Vamos tentar outra vez. Dois zombies, uma lobisomem e uma extraterrestre entram num carro. Depois de um ano da universidade, esses pequenos momentos juntos parecem maravilhosos. O que era suposto ser um pequeno retiro torna-se o maior desafio que já enfrentaram quando aterram em lados opostos entre duas tribos rivais. De um lado temos os vampiros e do outro os seus arqui-inimigos, os daywalkers. Também criados por uma pedra vinda do espaço, estas culturas são lados opostos da mesma moeda e tentam manter-se afastados. Mas quando ameaçados de extinção por falta de alimento, a única opção pode ser a destruição mútua. Estamos perante o primeiro filme adulto da saga. Passaram já sete anos e grande parte do elenco desapareceu. O foco está em apenas 4 personagens que já conhecemos de filmes anteriores: Addison (Meg Donnelly), Zed (Milo Manheim), Eliza (Kylee Russell) e Willa (Chandler Kinney). Mas tal como o filme dirá várias vezes, já não se trata de salvar o mundo, mas de criar a próxima geração de líderes. Para isso temos Victor pelos vampiros (Malachi Barton) e Nova (Freya Skye) pelos daywalkers. São ambos filhos dos chefes e encarregados de liderar os grupos expedicionários propostos por Addison. Toda a aventura vai ser uma espécie de campo de férias, com os veteranos a fazerem de adultos e os clãs rivais como crianças, numa série de desafios. A parte musical está bem pior do que antes. As coreografias ainda são muito bem pensadas. A música está bem melhor produzida, e algumas das cenas de Addison parecem videoclips, mas sem essa faceta musical o filme não perderia nada. É estranho Zed não ser mais o herói, e ser apenas o mártir. Essa consciência da mortalidade que vimos nos lobisomens fica-lhe bem, mas não encaixa nada na personagem jovial que adoravamos. Quase toda a comédia desapareceu para parte incerta. Ficou mais próximo da outra saga popular do canal, “Descendants” que não é tão do meu agrado (apesar de a premissa ser deliciosa). Todavia, isso facilita a transição a que vamos assistir. Addison e Zed já fizeram muito pelos outros. Chegou o momento de pensarem em si em vez de seguirem a eterna profecia de serem escolhidos. Vão mentorar como adultos sisudos, mas deixam de assumir o protagonismo da aventura. Em parte foi uma boa decisão. Alguns actores já não estavam disponíveis e estes certamente também querem fazer outras coisas. A saga pode continuar (Donnelly e Manheim são produtores), mas renova a lista de criaturas, de poderes, e de possibilidades. Mais uma vez o final insinua o que se seguirá. Infelizmente, não espero muito desta nova geração. Filmes Filmes 2025 Disney ChannelNuno Reis