Night at the Museum António Reis, 14 de Janeiro de 200714 de Agosto de 2025 É preferível dormir no sofá Há filmes que são demasiado peculiares para merecerem distribuição internacional. É o caso de “Noites no Museu”, filme natalício para as excursões familiares ao cinema que as férias propiciam . Sendo a história curiosa, ainda que não original como os variados filmes de terror passados nos museus de cera, é um filme dirigido a um público infanto-juvenil americano em que o contexto muitas vezes se torna difuso para audiências internacionais. Ben Stiller, incapaz de mexer um músculo da face para dar alguma emotividade às suas expressões, é um desempregado desesperado em busca de um qualquer trabalho que lhe permita pagar o apartamento. O único biscate que arranja é o de vigilante nocturno num desses bizarros museus americanos onde esqueletos de dinossauros coexistem com soldadinhos de chumbo do farwest, réplicas em tamanho natural de Roosevelt a cavalo e reconstituições de túmulos de faraós. No meio desta miscelânea histórica há espaço ainda para representações do homem de Neandertal, Átila o Huno, o imperador Octávio, florestas tropicais com a sua fauna e outra tralha afim. De noite o museu amaldiçoado por uma placa egípcia ganha vida e o Tyranossaurus Rex passeia o esqueleto nos corredores de forma digital. O aborrecimento por esta confusão de personagens estende-se por mais de hora e meia em trama de uma absoluta previsibilidade que seria suportável em formato televisivo. Robin Williams faz o possível por representar condignamente esse grande americano que foi Roosevelt mas vê-se que estava mais preocupado com o cheque do que com o sucesso do filme. De um moralismo atroz é uma comédia de riso muito amarelo e de um romantismo piegas. Apesar da publicidade o destino do filme em Portugal está traçado: um flop. Filmes Filmes 2006 António Reis