TRON: Legacy Nuno Reis, 22 de Janeiro de 201116 de Janeiro de 2026 TRON Legacy – O filme de uma vida Quando nasci o primeiro filme já existia, mas ainda não tinha chegado a Portugal. Saltando para o ano de 1995 tive o meu primeiro computador, mas não tinha forma de entrar por muito que o programasse. Os anos passaram e cada vez dominava melhor a máquina. Inspirado por filmes como V/H/S Halloweenⓘ×V/H/S HalloweenView full page →Our Articles29 de Novembro de 2025ReviewV/H/S Halloween e Black Swan (2011)ⓘ×Black Swan2011★ 5.0/10A história de uma bailarina numa companhia de bailado de Nova Iorque cuja vida está completamente consumida pela dança. Nina vive com a sua mãe, uma bailarina reformada que apoia zelosamente a ambição profissional da filha. Quando o diretor artístico decide substituir a prima ballerina para a produção de abertura da nova temporada, Nina é a sua primeira escolha.View full page →Our Articles11 de Fevereiro de 2011Review★★★★★ 5.0Black Swan acabei por me dedicar ao estudo das ciências dos computadores, onde a cadeira extra-curricular mais estudada era um jogo chamado ArmageTRON. Consistia em conduzir motas com nome de programas. Qualquer colisão entre motas e as paredes que elas deixavam atrás, significava o fim do programa. Vinte anos depois, o amor por TRON nunca esmoreceu na comunidade retratada. 2010 chegou e com ele veio um novo TRON. Chamavam-lhe Legado, mas era muito mais. Era o momento pelo qual milhões (vá, pelo menos uns largos milhares) esperaram todas as suas vidas. Um filme que, mais do que agradar a jovens em busca de entretenimento, pretendia satisfazer o desejo de pessoas com trinta, quase quarenta anos, de rever o ponto no tempo em que a tecnologia conquistou o cinema. TRON. Como começou? Metade das pessoas que querem ver o filme não viram o original. A maioria das que o vão ver não fazem ideia do que tratava. Não é preciso saber, mas ajuda a compreender o fenómeno. Kevin Flynn era um jovem informático cheio de ideias e boa vontade. Quando quer provar que Dillinger lhe roubou jogos, vai invadir a Encom de onde foi despedido. Para isso tem a ajuda da sua ex-namorada Lora e do namorado dela e seu grande amigo Alan. Só que o Programa de Controlo instalado por Dillinger não se deixa derrotar por um utilizador e, usando o projecto de Lora de transporte de partículas, captura Flynn puxando-o para dentro do computador. Lá vai descobrir programas que são a cara chapada dos seus criadores. O sentimento anti-utilizador é grande e Flynn, ajudado por TRON (de Alan) e por RAM vai sobreviver a desafios de gladiadores numa tentativa de derrotar o Master Control no seu próprio jogo e colocar TRON no domínio do sistema. A transição – vinte e oito anos de espera Em que época foi isso? Falando em termos de cinema foi lançado no mesmo mês de Last Christmas (2019)ⓘ×Last Christmas (2019)View full page →Our Articles15 de Dezembro de 2025ReviewLast Christmas (2019), mas chegou a Portugal dois meses antes. Enquanto no clássico de Ridley Scott o grande Douglas Trumbull colocou fibra óptica dentro de miniaturas para criar aqueles edifícios, no filme de Steven Lisberger, um homem da animação, a ferramenta foi o computador auxiliado por animadores. As corridas de motos de luz tornaram-se parte da cultura popular e o ideal de jogo numa época em que Pong, Snake e mesmo Asteroids iam ser trocados pelo Pac-Man nas arcadas. Na última década os jogos evoluiram de forma inimaginável. Com todos os dispositivos que permitem entrar no jogo, pouco falta para algo semelhante a “TRON” ser possível. Para não colocar as minhas capacidades profissionais em dúvida devo especificar que me refiro a mundos virtuais 3D e interacção com programas inteligentes,não falo de colocar uma pessoa dentro de um computador (apesar de isso também ser possível). O legado – sinopse O filme tem um início muito parecido com o original. Sam Flynn, tal como o pai, invade a Encom para sabotar a campanha de lançamento de um novo sistema operativo, supostamente o melhor, mais caro e seguro do mundo. Por sugestão de Alan vai ao salão de jogos do pai onde, ao som dos anos 80, descobre uma sala secreta. Lá é puxado para dentro do computador onde terá de enfrentar uma série de jogos – luta de discos, corridas de motos, o habitual – para sobreviver. O seu objectivo inicial era derrotar o programa de controlo (papel assumido por CLU2) e escapar daquele mundo, mas ao descobrir que o pai está vivo as prioridades mudam. O legado – Visto por um cinéfilo V/H/S Halloweenⓘ×V/H/S HalloweenView full page →Our Articles29 de Novembro de 2025ReviewV/H/S Halloween é parte da história do cinema. Perdoem-me a comparação, mas o que senti a ver o espectáculo visual de “TRON Legacy” foi parecido com o que senti ao ver os efeitos especiais de Blade Runner e ouvir Daft Punk é como ouvir Vangelis. A relação de Sam com CLU só me faz lembrar Luke Skywalker vs. Darth Vader (adorei o “I’m not your father Sam”) e a tentativa de uso do bastão como sabre de luz é uma justa homenagem ao clássico das estrelas. E obviamente, todas as cenas com veículos voadores, sejam X-wings ou cargueiros, fazem lembrar as naves dessa mesma saga. É um filme que sabe exactamente onde se encaixar como homenagem ao período dourado dos anos 80. Fica entre a ficção-científica e o épico do futuro com uns toques a musical (grande coreografia na muda de roupa). Finalmente, usa private jokes discretas e estrategicamente colocadas que passam despercebidas ao espectador comum e agradam ao informático. Imagino que já todos sabem qual é the only winning move. Se o rejuvenescimento de Bridges para fazer de CLU tem um aspecto artificial, convém não esquecer que é um programa do final dos anos 80, ser artificial está-lhe no código fonte. Tudo o resto a nível visual é de ficar sem palavras. A performance dos actores cumpre todas as expectativas e a coincidência de “” ser o Criador daquele universo é uma doce ironia. Bridges é Lebowski mesmo que não queira, mas aqui era isso que se procurava. Garrett Hedlund dá o grande salto na carreira. Na pior das hipóteses ficará preso à personagem como Mark Hamill ficou, mas até isso lhe garante um lugar na História. Olivia Wilde foi o casting perfeito para fazer de mulher perfeita. Só é pena que não tenha mais cenas. Finalmente destacaria o grande Michael Sheen que é já para mim o actor secundário do ano por ser um autêntico camaleão. Aqui interpreta Castor para quem o termo louco não é suficiente. Está tão desenquadrado do resto do filme que se torna o melhor. O legado – visto por um informático Há enormes diferenças entre o primeiro e o segundo filme, não só a nível tecnológico. Há trinta anos Kevin, Lora e Alan eram jovens embuídos do espírito hacker. Isso significa que confiavam uns nos outros, confiavam nos seus programas, desafiavam a autoridade dominante e lutavam pelo que era correcto e pelo código aberto. E V/H/S Halloweenⓘ×V/H/S HalloweenView full page →Our Articles29 de Novembro de 2025ReviewV/H/S Halloween convenceu essa gente porque apesar de ser muito metafórico era convincente. Como diz Walter a certa altura “our spirit remains in every program we designed“. Sam pertence a outra geração, já trabalha sozinho, nem sequer tem um programa seu, e continua a desafiar a autoridade e a promover o software gratuito. Tal como o pai fica maravilhado com uma simples porta, mas nunca com o sistema. Enquanto a Encom inicial enriquecia à custa de novos jogos, a nova Encom vende sistemas operativos remaquilhados a cada dois anos. Dentro do sistema a imagem passou do 3D em linhas básicas para a perfeição que sabemos ser possível. E como apogeu deste universo artificial, a vida gerou-se espontaneamente. Surgiram os algoritmos isomórficos de alguma “sopa primitiva” de código perdido. Para a Informática seria a maior descoberta desde as máquinas de Turing, o semi-culminar desta ciência como para a Física existe o movimento perpétuo e para a Medicina a cura do cancro. A derradeira descoberta, equivalente à compreensão absoluta do universo e à imortalidade, seria acabar com aquele bug gigantesco que fica entre a cadeira e o teclado e arruina os programas. Os ISOs como são chamados, são algo inteligente para referir. Fogem à banalidade dos 2.0 e outros apêndices que os argumentistas normalmente colam quando querem parecer tecnológicos. No entanto mantêm a informação compreensível para os milhões que vão ver sem querer saber disso em detalhe. O que vem a seguir pode ser difícil de ouvir, mas Sam somos nós. Quantos dos chamados utilizadores de hoje em dia se podem gabar de terem um programa inteiramente seu a correr numa máquina? E se o têm quantos lhe confiariam a vida? Quando no primeiro filme os programas se referem aos utilizadores como entidades mitológicas criadoras da sua existência faz sentido. No segundo já sabem que os utilizadores existem, e que eles os criaram, mas na realidade quem está diante deles não é o seu criador, é um utilizador igual aos demais, e por isso é que lhes perdem o respeito. A geração nascida depois de TRON tem toda a tecnologia ao seu dispor, mas não sabe o que fazer com ela. Os programas sabem que os utilizadores são substituíveis, até os programadores são. E Sam usa os programas dos outros porque o computador deixou de ser pessoal e se tornou global. Conclusão Este foi o filme porque esperei toda a minha vida. Consegui vê-lo em 3D com a sala vazia, som e imagem em condições. Esperava ser arrebatado e foi o que aconteceu. Queria fazer parte daquele mundo, como utilizador ou programa, isso não importa. Repetiram as frases certas do primeiro e melhoraram os gráficos para o infinito. A história é linear, mas nunca monótona e apesar de durar duas horas dá vontade de ver várias vezes seguidas. Pode não ser uma obra-prima e possivelmente as sequelas anunciadas vão vulgarizar o mito, mas volta a marcar uma posição na história do Cinema e farei todos os possíveis para não o esquecer. E vou sorrir sempre que veja a Encom a escrever numa shell Unix. Não posso dar as 5 estrelas, nem menos do que isso. Por isso simplesmente não há estrelas. No published posts found for the requested group "TRON". Filmes Filmes 2010 ComputadoresInteligência ArtificialNuno ReissequelaTRON
Já vi que gostaste bastante… eu cá achei muito pouco, pouquíssimo. Queria e era obrigatório este filme ter muito mais… A ultima parte do filme após a cena a "lá Matrix no bar" com o estupendo Castor, o filme cai completamente… O final é muito mau. No meio dos Bits e Bytes o sol não nasce pá! E se o maior desafio tecnológico do filme era o CLU eu acho que eles falharam redondamente já que a personagem é muito fraquita em emoções faciais neste aspecto é uma ausência total que até dá dó.. Mesmo caso para perguntar se eles não viram às caras Avatarianas do ano passado ??? Responder
Era o filme que eu mais queria ver e não me desiludiu. Pode não ter um argumento brilhante, mas o resto é bom.Quanto ao CLU referi que tem o ar artificial por ser dos anos 80. Até isso tentei justificar. Estou curioso para saber quantas pessoas vão ler o texto todo… Responder
Neste ano também era o filme que mais queria ver, alias o primeiro teaser trailer quando saiu foi no final de 2009 se não estou em erro… muito tempo há espera! O argumento chega e sobra, acontece é que na parte técnica o melhor apareceu logo na primeira parte (a cena das motos é brutal), e depois da cena do bar já não existe nada de interessante até ao final do filme. É a minha opinião e talvez quando rever o filme em casa uma segunda vez talvez o ache melhor 🙂 Nuno o ar artificial do Clu não se explica então e os restantes programas… se bem que o Tron vinha sempre de capacete enfiado 🙂 Responder
Gostei do blog. Parabéns! Apareça na minha revista eletrônica brasileira de cinema: http://www.ofalcaomaltes.blogspot.com Responder
Tron Legacy Nuno Reis, 17 de Dezembro de 2009 Um artigo só para uma coisinha de nada sobre um filme que sai daqui a um ano? Não vale a pena…Espera! É sobre o TRON? Vai já! Este banner está afixado em Santa Monica, Los Angeles. Agora através da Internet chegou a todo o mundo. Uncategorized