Drive António Reis, 18 de Outubro de 201116 de Setembro de 2025 O último cowboy americano Esqueçam “Speed” e “Velocidade Furiosa”. “Drive” não é isso. Estaria mais próximo de um “Taxi Driver”. Badalado como filme do ano, premiado em Cannes, aclamado pela crítica, talvez haja um certo exagero nesta unanimidade de elogios. Mas compreende-se que “Drive” tenha atraído as atenções. É de um romantismo desmesurado e um pouco fora de moda, tem um personagem que se aproxima do antigo herói americano, actualiza a versão do lonesome cowboy e tem uma visão redentora da humanidade: os bons são tão bons que até enjoam e ainda por cima triunfam. Os maus já sabem o que os espera. Filme que se apresenta como um road movie de uma só cidade, que pisca o olho ao cinema de gangsters, thriller mas pouco, sobretudo um melodrama sobre amores imperfeitos. Um habilidoso mecânico e duplo de cenas de automóveis vê-se envolvido num esquema de roubo em que tudo corre mal. A mulher por quem se apaixona está casada com outro. O seu patrocinador está associado com um mafioso. Contratam-no como condutor para um assalto fatal. A mala com um milhão de dólares que lhe aparece no carro só lhe traz problemas. As únicas coisas em que ele é efectivamente bom é a conduzir e vingar-se de todos que se atravessam no seu caminho. Filmado com gosto e servido por uma banda sonora de uma eficácia narrativa envolvente, “Drive” consegue satisfazer dois tipos de público. Os do cinema de acção e os românticos incuráveis. Não admira que Cannes tenha reconhecido as inegáveis qualidades de realização. Filmes Filmes 2011 António ReisCannes 2011Sitges 2011
Quero muito ver o Drive, estas descrições chamam a minha atenção, sem dúvida 😛 http://onarradorsubjectivo.blogspot.com/ Responder