Die, My Love O amor é confuso, é lindo, é louco… e é muito complicado. Quando alguém como Martin Scorsese nos diz para ler um livro, nós lemos. Quando nos diz que seríamos a escolha perfeita para a personagem principal, a próxima coisa a fazer é comprar os direitos da obra. Foi assim que Jennifer Lawrence chegou a “Matate, Amor”/”Die, My Love”. Produtora e protagonista, escolheu Lynne Ramsay para a dirigir. Robert Pattinson, um dos nomes fortes do momento, foi escolhido para seu companheiro. E as lendas Sissy Spacek e Nick Nolte ficaram com os papéis secundários. Grace, uma mãe recente, está a derrapar para a loucura. Isolada numa casa no Montana rural, o seu comportamento que parecia descontraído começa a parecer errático. Jackson, o marido que passa muito tempo fora, está preocupado, mas é incapaz de ajudar por não saber como. Pam, mãe dele, percebe os sinais e adivinha tudo o que se vai passar. Não interfere nem se impõe, vendo o descarrilamento à distância. O resto do seu grupo de amigos está distante e só os vemos nas celebrações, que é quando Grace tem os seus episódios. Isto é um retrato demasiado certeiro da parentalidade. Grace tem uma depressão pós-parto acentuada pela solidão e pelo isolamento. As conversas banais dos adultos com ela sobre a maternidade e os gugu dada para a criança não a cativam. Ela é uma escritora e tem uma mente fértil que precisa de estímulos. Sem o alimento certo, vai começar uma auto-fagia. O seu comportamento parecerá embriaguez ao olhar destreinado e é esse duplo sentido que dá muito valor ao filme. Ela estará mal da cabeça, ou são consequências do seu comportamento inadequado? O mesmo com Jackson. Parece um pai presente e exemplar, mas o que se passará quando está fora? Terá Grace razão nas suas suspeitas? É dada muita margem aos espectadores para formarem palpites e tomarem posições. Com o avançar da história, Jackson cada vez é mais presente na vida do bebé e repsonsável. Tem de ser pois Grace fica mais perdida no seu mundo. Não é capaz de tomar conta de si, quanto mais de outros. Nos últimos minutos a loucura toma conta da edição. E cada um poderá interpretar como quiser. Ramsey faz uma excelente gestão da narrativa. A edição e a banda sonora ajudam, tem alguns enquadramentos extremamente bem pensados que condicionam quem assiste. O argumento tem a dose certa de ambiguidade para vários capítulos serem lidos como sonho ou realidade. No fim, sobra a memória de algo fenomenal que se viu, ainda que sem a certeza do que foi. É um filme para prémios certamente. Ainda que não seja grande fã de nenhum deles, admito que Lawrence e Pattinson estão no seu melhor. Juventude suficiente para darem tudo por estas personagens. Maturidade suficiente para lhes darem toda a expressividade sem precisarem de falar. É um prazer assistir. Mata-te, Amor (2025) R 119 min - Drama, Thriller - 06/10/2025 Your rating: Grace, uma escritora e jovem mãe, começa a enlouquecer. Isolados numa casa no Montana, o seu comportamento agitado e errático deixa o seu companheiro preocupado e desesperado. Director: Lynne Ramsay Stars: Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, Sissy Spacek, LaKeith Stanfield, Nick Nolte, Gabrielle Rose, Clare Coulter, Sarah Lind, Luke Camilleri, Victor Zinck, Jr., Debs Howard, Phillip Forest Lewitski, Georgina Lightning, Darren Moore, Lauren Viau, Michael Shepherd, Qado, Kasmere Trice Stanfield, Tom Carey, Tyler Lynn Smith, Saylor McPherson, Sarah Vanderschoot, Phoenix Valentine Photos No images were imported for this movie. Storyline Grace, uma escritora e jovem mãe, começa a enlouquecer. Isolados numa casa no Montana, o seu comportamento agitado e errático deixa o seu companheiro preocupado e desesperado. Collections: Lynne Ramsay Genres: Drama, Thriller Details Official Website: https://mubi.com/en/diemylove Country: United States of America Language: English Release Date: 06/10/2025 Box Office Budget: $20.000.000 Revenue: $7.421.995 Company Credits Production Companies: Excellent Cadaver, Sikelia Productions, Black Label Media Technical Specs Runtime: 1 h 59 min Filmes Filmes 2025 Adaptação literáriadepressãomaternidadecasamentoSolidãofamíliaNuno Reis