King Kong (2005) O fim da macacada Rui Veloso cantava “nunca voltes ao lugar onde já foste feliz ainda que o coração mande não faças o que ele diz”. Peter Jackson quis voltar a esse ligar mítico que é o cinema da Universal dos gloriosos anos 30 ou eventualmente à remake de Dino de Laurentis. O resultado está aquém das expectativas que um fã declarado de Jackson como sou teria. Isto porque a remake é uma mera transposição literal desse original embrulhado em tecnologia digital de alta qualidade mas que sabe a pouco. O mesmo não se pode dizer do filme que com a sua duração exagerada reafirma que Jackson não tem noção da contenção temporal nem do efeito das elipses na narrativa. Esperava-se talvez que a obsessão por esse sonho de criança finalmente concretizado não eliminasse a capacidade do realizador de fazer alguma inovação na narrativa. Não é o caso. Faz uma brilhante reconstituição da Grande Maçã dos anos 30, delicia-se com efeitos especiais de enorme impacto visual, mas oscila num humor moralista e às vezes cínico e numa exposição de Naomi Watts que parece ter deixado o realizador pelo beicinho. Assim sendo este “King Kong” pouco acrescenta ao imaginário do fantástico em que se inspira, apesar de, nesse vale perdido, o gorila coabitar com dino e outros sáurios, aranhas gigantes e demais bicharada em tamanho gigante para satisfação de públicos mais adolescentes. Apesar da duração o filme apresenta lapsos incompreensíveis no argumento e soluções nem sempre ajustadas. Jackson não está no seu melhor, o macaco já teve melhores dias, as remakes já não são tão apelativas como os originais e o fantástico está a precisar de guionistas inspirados. Perdoa-se a Jackson este desvario para agradar aos americanos, mas espera-se que o genuíno cineasta de “Braindead” ou “Forgotten Silver” regresse na próxima produção. Este “King Kong” foi apenas um sorvedouro de dinheiro e mesmo que o box-office (como parece ser o caso) esteja a compensar, para a história do cinema este Kong não vai ser King. King Kong (2005) M/12 188 min - Adventure, Drama, Action - 12/12/2005 Your rating: Not rated yet! Em 1933, em Nova Iorque, um produtor de cinema excessivamente ambicioso força o seu elenco e a tripulação de um navio contratada a viajar para a misteriosa Ilha da Caveira, onde encontram Kong, um macaco gigante que fica imediatamente fascinado pela actriz principal. Director: Peter Jackson Writers: Philippa Boyens, Fran Walsh, Peter Jackson Stars: Naomi Watts, Adrien Brody, Jack Black, Andy Serkis, Colin Hanks, Thomas Kretschmann, Jamie Bell, Kyle Chandler, Evan Parke, Lobo Chan, John Sumner, Craig Hall, Peter McKenzie, William Johnson, David Pittu, Mark Hadlow, Geraldine Brophy, David Dennis, Pip Mushin, Jim Knobeloch, Ric Herbert, Lee Donahue, Tom Hobbs, Tiriel Mora, Jed Brophy, John Wraight, Will Wallace, Frank Edwards, Crawford Thomson, Richard Kavanagh, Stephen Hall, Joe Folau, Chic Littlewood, Samuel Taylor, Lorraine Ashbourne, Laura Surrich, Katie Jackson, Michael Lawrence, Ray Woolf, Eddie Campbell, Greg Smith, Phil Grieve, Matt Wilson, Jim McLarty, Latham Gaines, Camille Keenan, Peter Jackson, Billy Jackson, Jack Machiela, Frank Darabont Photos No images were imported for this movie. Storyline Em 1933, em Nova Iorque, um produtor de cinema excessivamente ambicioso força o seu elenco e a tripulação de um navio contratada a viajar para a misteriosa Ilha da Caveira, onde encontram Kong, um macaco gigante que fica imediatamente fascinado pela actriz principal. Collections: Peter Jackson Tagline: The eighth wonder of the world. Genres: Adventure, Drama, Action Details Official Website: — Country: New Zealand, United States of America, Germany Language: English Release Date: 12/12/2005 Box Office Budget: $207.000.000 Revenue: $562.363.449 Company Credits Production Companies: Universal Pictures, WingNut Films, Big Primate Pictures, MFPV Film Technical Specs Runtime: 3 h 08 min Filmes 2005 Filmes António Reis
Bem!… pode-se dizer que não concordo nada… podes ver porquê em : http://movietvaddicted.blogspot.com/2005/12/crtica-king-kong.html Responder
Felizmente os gostos não coincidem. Também no interior do blog as opiniões divergem, como pode ser visto no top 10 de 2005 feito por Filipe Lopes e ontem publicado. Responder